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Jejum intermitente e longevidade: o que ainda vale a pena?
Foto: Magnific
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Ok, os dados sobre perda de peso são menos glamourosos do que a internet pintou. Mas antes de jogar o jejum no lixo, tem um ponto que a ciência ainda defende com força: os efeitos metabólicos que vão além da balança.

Pesquisas em modelos animais e alguns estudos em humanos indicam que o jejum pode estimular a autofagia — um processo celular em que o organismo literalmente ‘recicla'

células danificadas. Pensa numa faxina interna. Esse mecanismo está associado à redução de risco de doenças crônicas e ao envelhecimento mais saudável.

Outro ponto positivo: jejum pode melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir inflamação — especialmente em pessoas com resistência insulínica ou síndrome metabólica.

A virada de chave é separar o jejum-para-emagrecer (resultado contestado) do jejum-para-saúde-metabólica (ainda promissor, com contexto).

Curiosidade científica: a autofagia, descoberta premiada com Nobel em 2016, é intensificada em períodos de restrição alimentar — e pode ser um dos reais benefícios do jejum além da perda de peso.

  •       Se você faz jejum e se sente bem: pode continuar, monitorando marcadores de saúde
  •       Se você faz jejum sofrendo ou com foco exclusivo no peso: hora de repensar a estratégia
  •       Discuta com seu nutricionista o contexto certo para usar (ou não) o jejum

Salva esse post! Na próxima vez que alguém te perguntar se o jejum funciona, você vai ter a resposta certa.

Foto de Julia Rocha

Julia Rocha

Julia Rocha é nutricionista há 6 anos, especialista em Nutrição Hospitalar pelo Hospital Israelita Albert Einstein e expert em modulação intestinal e emagrecimento. Atua como estrategista digital, unindo ciência, comunicação e lifestyle com uma abordagem leve e atual.

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