Enquanto milhões de brasileiros se preparam para acompanhar a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, uma torcedora terá um motivo ainda mais especial para ligar a televisão.
No bairro Santo Antônio mora Dona Maria Cecília, de 85 anos, avó do atacante Rayan, uma das grandes promessas do futebol brasileiro. Entre os 25 netos e 26 bisnetos da matriarca, é por um deles que o coração bate mais forte nos dias de jogo.
Hoje vestindo a camisa da Seleção Brasileira e ganhando destaque nos gramados internacionais, Rayan é motivo de orgulho para toda a família. Mas, para a avó, ele continua sendo o menino que corria pela casa de chinelo nos pés e transformava o quintal em campo de futebol. Embora tenha nascido no Rio de Janeiro, o atacante passou parte da infância no Espírito Santo ao lado dos familiares.
Valkmar, pai de Rayan e um dos filhos da aposentada, teve carreira como jogador profissional e foi campeão da Copa Libertadores da América de 1998 pelo Vasco da Gama, além de conquistar outros títulos pelo clube carioca. Foi no próprio Vasco que ele conheceu a mãe de Rayan, que trabalhava na instituição na época.
Orgulhosa do neto, a cachoeirense conta que sempre acreditou que o garoto chegaria à Copa do Mundo.
“Sim, toda vez eu achei, né? Porque é um garoto muito bom também, educado, é uma pessoa muito boa. Ele mereceu”, afirmou.

Amor de infância
Aos 19 anos, o atacante revelado pelo Vasco e atualmente no Bournemouth, da Inglaterra, desponta como uma das apostas da nova geração do futebol brasileiro. Segundo os familiares, porém, a paixão pelo futebol surgiu muito antes do sucesso nos gramados, ainda na infância.
O tio, Amarildo Rocha, relembra que o esporte sempre ocupou um espaço especial na vida do sobrinho.
“Rayan sempre gostou de bola. A única coisa que ele sempre gostou foi de bola. Ele estudava, esperava o momento de sair para o recreio. Quando estudou aqui em Cachoeiro, o professor dele era o Mauro, que passava um sufoco com ele”, brincou.
E dentro de casa, a dedicação ao futebol também deixava marcas. “Ele quebrava tudo. Copo, tudo que batia na frente a bola pegava e quebrava mesmo”, relembrou a avó.
Apesar da ansiedade, Dona Maria Cecília garante que o coração está firme e forte e já tem até um palpite para a estreia do Brasil. “O coração vai aguentar! Vai ser 2 a 0, com dois gols de Rayan”, apostou.
Além da previsão otimista, ela fez um pedido especial para o neto. “Rayan, meu neto, eu espero que você faça um gol pra mim, tá bom? Pelo menos pra mim. Beijo pra você. Eu te amo muito, muito, muito.”





