A Copa do Mundo da FIFA 2026 já movimenta o Brasil, o país do futebol. Para quem pensa em viajar e acompanhar os jogos do torneio, o planejamento financeiro exige atenção redobrada: pela primeira vez na história, o torneio será dividido entre três países — Estados Unidos, México e Canadá — em 16 cidades anfitriãs, o que pode significar custos com deslocamentos internos, tarifas e até moedas diferentes ao longo da viagem.
É preciso um planejamento muito antes da compra das passagens e um cuidado maior porque o torcedor pode circular por países diferentes e ter despesas em moedas distintas. Nos Estados Unidos a referência é o dólar americano, no Canadá o dólar canadense e, no México, o peso mexicano. Entender essa dinâmica antes de embarcar ajuda a reduzir perdas com conversão, tarifas e decisões tomadas por impulso. Para quem irá acompanhar apenas os jogos da seleção brasileira, é preciso se planejar para conferir os locais que irão ocorrer.
Além da hospedagem, alimentação e ingressos, o especialista alerta para um erro comum: confiar apenas no cartão de crédito sem entender os custos envolvidos.
O ideal é não pensar apenas no câmbio do dia. É importante comparar meios de pagamento, verificar taxas cobradas em compras internacionais, limites disponíveis, incidência de impostos e até custos de saque. Dependendo do roteiro, misturar estratégias — como cartão internacional e recursos previamente planejados — pode trazer mais previsibilidade ao orçamento.
Um ponto importante é verificar se o cartão de crédito possui algum seguro no momento de realizar as compras de passagens. Algumas instituições oferecem cartões com seguro viagem completo, incluindo assistência médica emergencial, cancelamento de viagem, extravio de bagagem e acidentes pessoais.
Outro ponto de atenção é a oscilação cambial. Como a Copa será disputada em diversas cidades, inclusive com deslocamentos longos entre sedes nos EUA, o orçamento pode aumentar rapidamente para quem deixa tudo para a última hora.
Quando a pessoa compra moeda aos poucos e organiza os gastos por etapas, consegue diluir oscilações cambiais e evitar sustos.
O planejamento da viagem precisa incluir margem para transporte interno, alimentação, internet, emergências e compras não previstas.
A melhor lembrança da viagem é voltar com boas histórias e sem uma fatura impossível de pagar depois.
Sobre o autor

Creiciano Paiva é educador financeiro da Sicredi Serrana.





