A Justiça determinou que a vereadora Karla Coser (PT) retire das redes sociais um vídeo em que afirma que a Prefeitura de Vitória estaria recusando doações de alimentos arrecadados durante um evento realizado na cidade. A administração municipal alegou que o conteúdo divulgado pela parlamentar configura fake news.
A decisão estabelece que o vídeo publicado no Instagram no dia 28 de abril de 2026 seja removido no prazo de 24 horas. Além disso, a vereadora não poderá divulgar novas informações consideradas inverídicas sobre o tema, sob pena de multa de R$ 10 mil por cada descumprimento, limitada inicialmente a R$ 100 mil.
Na ação, o município sustenta que Karla Coser afirmou, de forma categórica, que a prefeitura estaria recusando alimentos arrecadados por falta de equipe e de logística para distribuição. Para contestar as declarações, a prefeitura apresentou documentos que apontam a existência de planejamento para recebimento e distribuição das doações.
Entre os documentos anexados ao processo estão um ofício da Central de Eventos de Vitória solicitando a arrecadação como contrapartida social, a resposta positiva da empresa responsável pelo evento Vibra Rock Brasil 2026 e um relatório do Banco de Alimentos Herbert de Souza confirmando o recebimento de 3 toneladas de alimentos em 4 de maio, transportados pela logística municipal.
Na decisão, a Justiça também determinou que a vereadora deixe de publicar conteúdos afirmando que “a Prefeitura de Vitória está recusando doação de alimentos” e que “a prefeitura não organizou direito a logística” relacionada ao evento e ao Banco de Alimentos Herbert de Souza.
Em nota, a defesa de Karla Coser informou que a vereadora ainda não havia sido oficialmente intimada da decisão e tomou conhecimento do caso pela imprensa.
“A vereadora ainda não foi intimada da decisão, tendo ficado sabendo pela imprensa do teor da mesma. Os advogados da vereadora não concordam com o entendimento da liminar, mas isso será tratado oportunamente no processo. A vereadora Karla Coser está muito tranquila do trabalho de fiscalização que tem feito e de ser voz de questões que, muitas vezes, só são resolvidas após ela torná-las públicas”, informou a nota.


