O homem apontado como principal suspeito de assassinar a jovem Thaís Ellen Barbosa, de 23 anos, em Cariacica, fez uma chamada de vídeo para familiares da vítima um dia após o crime. Parte da conversa foi gravada e cedida à TV SIM SBT.
Nas imagens, Tiago Machado Paixão aparece próximo a um fuzil e é questionado pelos parentes de Thaís sobre o crime e se ele teria pensado no filho do casal, de 3 anos, quando assassinou a jovem. Durante a ligação, ele afirma que estava longe, diz que precisava “descansar” e que iria fumar maconha. Segundo familiares de Thaís, o vídeo mistura falas intimidadoras com pedidos de desculpas.
Por conta do teor das mensagens, a Guarda Municipal de Cariacica reforçou a segurança durante o velório e sepultamento da jovem, realizados nesta quarta-feira (1º), em Cariacica.
Até o momento, o suspeito não foi encontrado. Um vereador do município chegou a oferecer recompensa de R$ 2 mil por informações que levem à prisão.
Crime brutal chocou familiares
Thaís Ellen Barbosa, de 23 anos, era estudante de Direito e foi morta com mais de 20 facadas na última segunda-feira (30). Após o crime, segundo relatos, o suspeito foi até a escola do filho, buscou a criança, deixou com familiares e confessou o assassinato. Desde então, ele está foragido.

De acordo com a Secretaria da Justiça do Espírito Santo, Tiago cumpria pena em regime semiaberto desde 2019 por crimes como tráfico de drogas e roubo. Ele trabalhava durante o dia em uma empresa na Serra e retornava ao sistema prisional à noite. No momento do crime, ele deveria estar trabalhando.
O histórico criminal de Tiago inclui diversas passagens pela polícia, com registros por tráfico de drogas e roubo desde 2018.
Crime pode ter sido motivado por término
Familiares relataram que, horas antes do assassinato, Thaís teria comunicado ao ex-companheiro o fim definitivo do relacionamento. A principal linha de investigação é de que o suspeito não teria aceitado a separação.
Vizinhos afirmaram que houve discussão antes do crime. Testemunhas também relataram que o homem teria aumentado o volume do som durante a briga, possivelmente para abafar os pedidos de socorro.
A família da vítima entrou com pedido de guarda da criança e cobra justiça.

Investigação em andamento
Em nota, a Polícia Civil do Espírito Santo informou que o caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). Até o momento, ninguém foi preso.
Informações que possam ajudar na localização do suspeito podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque-Denúncia 181, inclusive por telefone, site ou WhatsApp.
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