A terceira fase da Operação Telic, coordenada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio do Gaeco, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (25) e resultou na prisão de oito pessoas, entre elas três advogados e três agentes da Guarda Municipal de Vila Velha.
Entre os detidos estão o guarda municipal Iuri Silva e a esposa dele, a advogada criminalista Bárbara Bastos. Também foram presos os guardas municipais Renato Alexandre Messias e Antônio Nelio Jubini, além de outros dois advogados.
De acordo com as investigações, os suspeitos teriam ligação com a facção criminosa Primeiro Comando de Vitória (PCV).
Comunicação criminosa partia de dentro de presídios
Segundo o Ministério Público, foi identificado que lideranças da organização criminosa davam ordens de dentro de unidades prisionais. As mensagens eram repassadas por familiares e advogados e, posteriormente, executadas por integrantes da quadrilha que estavam em liberdade, conforme a função de cada um dentro do grupo.
Até o momento, foram cumpridos oito mandados de prisão temporária e nove mandados de busca e apreensão nos municípios de Vila Velha, Cariacica e Serra. Durante as diligências, foram apreendidos celulares e bilhetes manuscritos.
As apurações indicam que, no esquema criminoso, os advogados atuavam como intermediadores na transmissão de mensagens entre detentos e criminosos em liberdade — prática conhecida popularmente como “catuque”.
Já os guardas municipais são suspeitos de comercializar drogas apreendidas, se apropriar de dinheiro e outros materiais sob custódia, além de favorecer criminosos durante operações policiais.
Investigação aponta atuação de liderança presa
O MPES também apurou que um dos envolvidos na comunicação seria Cleuton Gomes Pereira, conhecido como “Frajola”, que está preso. Ele é apontado como uma das lideranças da facção criminosa que atua na região da Grande Terra Vermelha, marcada por disputas relacionadas ao tráfico de drogas, com registros de mortos e feridos.
Procurada, a Prefeitura de Vila Velha informou que acompanha o caso e que irá se manifestar por meio de nota oficial.
Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/ES) informou que acompanhou a operação, mas destacou que, como o processo tramita em sigilo, não pode divulgar mais detalhes.
*Com informações de Fábio Gabriel, da TV Sim/SBT


