Megaobra na BR-262 prevê túneis, dezenas de viadutos e 40 km de ciclovia

Projeto bilionário prevê duplicação total da rodovia, com novos traçados e melhorias na segurança e mobilidade

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação DNIT

A duplicação da BR-262 no Espírito Santo ganhou novos detalhes e promete transformar uma das principais rodovias que cortam o estado. Um documento disponibilizado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) mostra que o projeto prevê intervenções de grande porte ao longo de toda a estrada, com foco em segurança, mobilidade e escoamento de cargas.

A via liga a BR-101, em Viana, até a divisa com Minas Gerais, em Irupi, e é estratégica para a conexão com o mercado mineiro e o Centro-Oeste.

Tentativas frustradas de concessão

Ao longo dos anos, o Governo do Espírito Santo tentou viabilizar a duplicação da rodovia por meio de concessão à iniciativa privada, nos moldes do que foi feito com a BR-101 no estado. Porém, nenhuma empresa demonstrou interesse em assumir o projeto. O alto custo das obras e a complexidade do traçado foram apontados como fatores que tornariam a concessão inviável economicamente.

Diante desse cenário, o governo federal decidiu assumir diretamente a execução da duplicação.

Trechos contemplados

O projeto abrange 180,6 quilômetros de extensão, com duplicação total da rodovia no trecho capixaba. As obras serão divididas em dois momentos:

Fase 1: de Viana até o entroncamento com a ES-484, em Conceição do Castelo
Fase 2: desse ponto até a divisa com Minas Gerais, na região de Pequiá

Além disso, estão previstas variantes em novos traçados (greenfield), especialmente entre Viana e Marechal Floriano, para melhorar o fluxo e reduzir curvas e trechos críticos.

 

 

Principais obras e inovações

O novo projeto traz uma série de intervenções estruturais inéditas para a rodovia:

  • 50 viadutos e passagens inferiores
  • 28 pontes ao longo do trajeto
  • 4 túneis, somando mais de 2 km de extensão
  • 6 passarelas exclusivas para pedestres
  • 31 interseções em desnível (sem cruzamentos diretos)
  • 24 retornos operacionais
  • 22,6 km de trechos urbanizados
  • 40 km de ciclovias

O objetivo é modernizar completamente a estrada, reduzindo acidentes e melhorando a fluidez do trânsito, especialmente em áreas urbanas e de serra.

Foto: Divulgação DNIT

Investimento e cronograma

O projeto está orçado em cerca de R$ 8,6 bilhões e será executado em fases. A primeira etapa contará com recursos públicos, incluindo cerca de R$ 2,3 bilhões provenientes do acordo de reparação do desastre de Mariana.

Impactos esperados

De acordo com a Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), a duplicação deve trazer impactos diretos para a economia capixaba como redução do tempo de viagem até os portos; mais segurança, com menos acidentes; melhor integração com o interior de Minas Gerais, estímulo à criação de centros logísticos e polos industriais, ganho de competitividade para setores como rochas, café, alimentos e metalmecânico.

Os estudos estão em andamento desde 2023. A previsão é que:

  • A licitação principal seja lançada no segundo semestre de 2026
  • A licença prévia ambiental seja obtida até 2027

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