Deputado quer detector de metais em escolas após ataque em Vitória

A discussão ocorre dias depois de um estudante de 13 anos esfaquear um colega

Escrito por Josue de Oliveira

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Foto: Reprodução (Google)

A instalação de detectores de metais nas escolas públicas entrou em debate na Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales) após o ataque registrado na semana passada em um escola de Vitória. A proposta foi defendida pelo deputado Gandini durante reunião da Comissão de Educação, realizada nesta segunda-feira (23).

A discussão ocorre dias depois de um estudante de 13 anos esfaquear um colega da mesma idade dentro de uma escola municipal no bairro Jardim Camburi. A vítima foi socorrida e continua internada em um hospital particular de Vitória. Segundo informações, os dois alunos não tinham relação próxima.

Durante o encontro, o parlamentar destacou a necessidade de medidas mais eficazes para reduzir a entrada de armas nas unidades de ensino. Ele citou o uso de detectores de metais e sistemas de reconhecimento facial como alternativas que podem ajudar a inibir casos de violência.

Gandini afirmou que episódios como o de Vitória e o ataque ocorrido em Aracruz, em 2022, mostram a urgência de ampliar o debate sobre segurança nas escolas. Para ele, embora a violência escolar reflita problemas sociais mais amplos, ações preventivas podem reduzir riscos imediatos.

O deputado também ressaltou que a adoção de tecnologias de controle não resolve o problema de forma isolada. Segundo ele, é necessário integrar outras estratégias, como a criação de canais de denúncia e o acompanhamento psicológico dos estudantes.

A cobrança por mais segurança já havia sido levantada anteriormente na Ales. Em outubro do ano passado, durante a Tribuna Popular, professoras sobreviventes do ataque em Aracruz relataram a falta de estrutura nas escolas. Uma delas comparou o sistema de segurança da Assembleia com a realidade das unidades de ensino, onde, segundo ela, há apenas vigilância patrimonial.

Além do debate sobre segurança física, a comissão também analisou projetos voltados à prevenção da violência. Entre eles, está o projeto que prevê a criação de um canal de denúncias contra assédio sexual nas escolas públicas e outro que institui campanha de conscientização sobre violência doméstica na rede estadual.

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