A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou o terceiro caso de Mpox no estado em 2026. O novo registro foi divulgado em boletim epidemiológico nesta segunda-feira (16).
De acordo com a pasta, o novo paciente é um homem, morador de Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O primeiro caso confirmado neste ano havia sido registrado em Colatina e o segundo na Serra.
Ao todo, 50 casos suspeitos já foram notificados no estado. Destes, três foram confirmados e dois seguem em análise. Outros 42 foram descartados.

O que é Mpox e como ocorre a transmissão?
A Mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. A doença é considerada zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente por meio de roedores silvestres infectados. Atualmente, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio pode ocorrer por:
- contato direto com lesões na pele
- contato com fluidos corporais, como pus ou sangue das feridas
- secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado
Também há risco de infecção por objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.
Especialistas explicam que a Mpox não é transmitida pelo ar de forma ampla, como ocorre com a covid-19. A transmissão geralmente exige contato direto e próximo, principalmente pele a pele.
Ainda assim, a recomendação é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e evitem contato com outras pessoas até receber orientação profissional.
Sintomas da Mpox
Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após a exposição ao vírus, podendo chegar a até 21 dias.
Entre os sinais mais comuns estão:
- erupções ou lesões na pele
- febre
- ínguas (linfonodos inchados)
- dor de cabeça
- dores no corpo
- calafrios
- fraqueza
As lesões normalmente evoluem de manchas para bolhas com líquido, que depois formam crostas até a cicatrização da pele. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das lesões.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico da Mpox é feito por exame laboratorial, realizado a partir da secreção ou das crostas das feridas. Atualmente, não existe um medicamento específico amplamente disponível para tratar a doença. O atendimento médico é voltado principalmente para o alívio dos sintomas.
Na maioria dos casos, a Mpox apresenta evolução leve a moderada, com duração média entre duas e quatro semanas.
Quem pode se vacinar contra a Mpox?
Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é destinada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.
Podem receber a vacina:
- pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais
- profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus
- pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde
Especialistas reforçam que qualquer pessoa exposta ao vírus pode se infectar. Quem apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde e informar possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.
Com informações da Sesa-ES e SBT News


