Mpox: ES confirma segundo caso da doença em 2026

Outros seis casos estão sendo investigados como suspeitos no estado; entenda a doença e veja como se proteger

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde do Espírito Santo (Sesa) confirmou o segundo caso de Mpox no estado em 2026. O novo registro foi divulgado em boletim epidemiológico nesta terça-feira (10).

De acordo com a pasta, o novo paciente é um homem, com idade entre 20 e 49 anos, morador da Serra, na Grande Vitória. O primeiro caso confirmado neste ano havia sido registrado em Colatina, no Noroeste do estado.

Casos suspeitos no estado

Segundo a Secretaria de Saúde, 44 notificações suspeitas da doença já foram registradas no estado em 2026.

Desse total:

  • 2 casos foram confirmados

  • 30 foram descartados

  • 6 foram classificados como perda de segmento

  • 6 seguem em investigação como suspeitos

Painel mostra casos de Mpox notificados no ES | Fonte: Sesa
Painel mostra casos de Mpox notificados no ES | Fonte: Sesa

O que é Mpox e como ocorre a transmissão?

A Mpox é causada pelo vírus MPXV, pertencente ao gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. A doença é considerada zoonótica, ou seja, pode ser transmitida de animais para humanos, principalmente por meio de roedores silvestres infectados. Atualmente, porém, a principal forma de transmissão ocorre entre pessoas.

Segundo o Ministério da Saúde, o contágio pode ocorrer por:

  • contato direto com lesões na pele

  • contato com fluidos corporais, como pus ou sangue das feridas

  • secreções respiratórias em situações de contato próximo e prolongado

Também há risco de infecção por objetos contaminados, como roupas, toalhas e lençóis.

Especialistas explicam que a Mpox não é transmitida pelo ar de forma ampla, como ocorre com a covid-19. A transmissão geralmente exige contato direto e próximo, principalmente pele a pele.

Ainda assim, a recomendação é que pessoas com sintomas procurem atendimento médico e evitem contato com outras pessoas até receber orientação profissional.

Sintomas da Mpox

Os sintomas costumam aparecer entre três e 16 dias após a exposição ao vírus, podendo chegar a até 21 dias.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • erupções ou lesões na pele

  • febre

  • ínguas (linfonodos inchados)

  • dor de cabeça

  • dores no corpo

  • calafrios

  • fraqueza

As lesões normalmente evoluem de manchas para bolhas com líquido, que depois formam crostas até a cicatrização da pele. A transmissão pode ocorrer desde o início dos sintomas até a completa cicatrização das lesões.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da Mpox é feito por exame laboratorial, realizado a partir da secreção ou das crostas das feridas. Atualmente, não existe um medicamento específico amplamente disponível para tratar a doença. O atendimento médico é voltado principalmente para o alívio dos sintomas.

Na maioria dos casos, a Mpox apresenta evolução leve a moderada, com duração média entre duas e quatro semanas.

Quem pode se vacinar contra a Mpox?

Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é destinada a grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença.

Podem receber a vacina:

  • pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão (CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses), especialmente homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais

  • profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus

  • pessoas que tiveram contato de médio ou alto risco com casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância em saúde

Especialistas reforçam que qualquer pessoa exposta ao vírus pode se infectar. Quem apresentar sintomas deve procurar uma unidade de saúde e informar possíveis contatos com casos suspeitos ou confirmados.

Com informações da Sesa-ES e SBT News.

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