Quanto tempo você trabalha para comer no ES?

Vitória exige mais de 102 horas de trabalho por mês para comprar a cesta básica, acima da média nacional

Escrito por Redação

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Compras no supermercado
Compras no supermercado. Foto: FreePik

Um trabalhador de Vitória precisa trabalhar 102 horas e 37 minutos por mês apenas para comprar a cesta básica, que hoje custa R$ 756,15 na capital. O dado do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), referente a fevereiro deste ano, leva em conta o salário mínimo de R$ 1.621,00 e evidencia o peso da alimentação no orçamento. Só no último mês, o custo da cesta na cidade subiu 1,79%, pressionado principalmente pelo aumento de itens como feijão, tomate, carne e leite.

O tempo gasto na capital é superior à média das 27 capitais, que ficou em 93 horas e 53 minutos, o equivalente a quase metade do mês dedicada somente à comida.

Vitória na comparação nacional

Embora não esteja entre as mais caras do país, Vitória aparece com um nível elevado de comprometimento da renda. O tempo de trabalho necessário cresceu em relação a janeiro, quando era de 100 horas e 49 minutos.

Na prática, isso significa que mais de 50% do salário mínimo líquido é consumido apenas com alimentação básica na capital capixaba.

As capitais mais caras do país

Em algumas cidades, a situação é ainda mais pressionada. São Paulo lidera o ranking, onde um trabalhador precisa dedicar 115 horas e 45 minutos para comprar a cesta básica.

Na sequência aparecem:

Rio de Janeiro: 112 horas e 14 minutos

Florianópolis: 108 horas e 14 minutos

Essas capitais exigem mais de 13 dias de trabalho apenas para garantir alimentação básica.

O que explica os números

O cálculo considera o salário mínimo de R$ 1.621 e o custo dos alimentos essenciais. Variações de preço em itens como carne, pão e tomate influenciam diretamente o resultado.

Mesmo com queda de preços em algumas capitais no período, o custo da cesta segue elevado e instável, pressionando o orçamento das famílias.

Impacto no dia a dia

Com mais de 100 horas de trabalho destinadas apenas à alimentação, sobra menos renda para despesas como moradia, transporte e saúde.

O resultado é um cenário de restrição no consumo e dificuldade para manter o equilíbrio financeiro.

O levantamento do DIEESE é feito mensalmente e acompanha o custo da cesta básica nas capitais, permitindo medir quanto do trabalho do brasileiro é dedicado apenas para comer.

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