Uma operação contra um grupo suspeito de fabricar e vender peças de armas de fogo produzidas em impressoras 3D foi deflagrada nesta quinta-feira (12) e cumpre mandados no Espírito Santo e em outros estados do país.
Segundo o Ministério Público capixaba, buscas foram feitas em um imóvel na Serra. No local, a equipe encontrou uma impressora 3D, confirmando suspeitas levantadas no curso da investigação. Também foram apreendidos materiais relacionados à fabricação de armas, um carregador de pistola calibre 9 milímetros e cartões vinculados à empresa do investigado no Estado.

A ação, chamada de Operação Shadowgun, é conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (CyberGAECO).
Segundo o Ministério Público, cinco integrantes da organização criminosa foram denunciados e tiveram mandados de prisão expedidos pela Justiça. Eles são investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro e comércio ilegal de arma de fogo.
Mandados em vários estados
Além do Espírito Santo, a operação acontece no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Pará e Paraíba.
A ação conta com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, além dos Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECOs) dos estados onde as ordens judiciais estão sendo cumpridas.
Também há apoio das forças de segurança de Minas Gerais, Santa Catarina, Goiás, Bahia e Roraima no cumprimento de mandados locais obtidos pela investigação.
Investigação sobre armas feitas em casa
De acordo com o Ministério Público, as investigações analisaram o crescimento da fabricação caseira de armas de fogo, especialmente por meio de peças plásticas produzidas em impressoras 3D.
Segundo os investigadores, o grupo seria responsável pelo desenvolvimento, produção e comercialização de peças e acessórios de armas, que poderiam ser utilizados na montagem de armamentos.
A investigação também apura como esses equipamentos e componentes eram divulgados e comercializados pela internet, o que ampliava o alcance das vendas ilegais.
As apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e a dimensão da rede de produção e distribuição das armas.


