Uma mulher foi salva após ser atacada pelo próprio companheiro dentro de casa, na manhã desta terça-feira (7), em Vitória. O homem, de 36 anos, foi detido pela Guarda Civil Municipal de Vitória após ferir o rosto da vítima com uma faca e morder a perna dela. Ele também tinha um mandado de prisão em aberto por não pagamento de pensão alimentícia.
A situação foi denunciada por um morador do prédio, que acionou o Ciodes-190 ao perceber que o homem, aparentemente embriagado, havia entrado no edifício com uma faca e que a mulher estava ferida.
Intervenção rápida
Equipes da Guarda Civil Municipal que faziam patrulhamento na região chegaram ao local e encontraram o casal no imóvel. O agressor foi contido e preso.
O inspetor Prati afirmou que a ação foi imediata e evitou um desfecho mais grave. Segundo ele, “chegamos rapidamente e logo demos voz de prisão ao agressor, evitando o agravamento da situação. Toda a situação de briga e agressão foi presenciada pelo filho do casal, de apenas um ano de idade, que estava no imóvel”.
Risco interrompido
Na delegacia, a vítima relatou que as discussões com o companheiro são recorrentes. O inspetor destacou que a intervenção pode ter evitado um crime ainda mais grave. Ele disse que “a atuação rápida da Guarda de Vitória foi decisiva para interromper o ciclo de violência e preservar a vida de uma mulher em situação de risco. Ela própria reconhece que se ele não tivesse sido preso, ela poderia agora ser vítima de um feminicídio”.
Durante a identificação, os agentes constataram que havia um mandado de prisão em aberto contra o suspeito por dívida de pensão alimentícia, expedido pela 3ª Vara da Família da Serra.
O homem foi encaminhado à Delegacia Regional de Vitória, onde foram adotadas as medidas cabíveis.
Cenário no Espírito Santo
O caso ocorre em um contexto de violência letal contra mulheres no Espírito Santo. Dados de 2026, até março, apontam sete vítimas de feminicídio no estado.
Os registros mostram que os crimes estão distribuídos por diferentes municípios, incluindo Linhares, Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Serra, Vitória e Castelo. A maioria dos casos envolve relações próximas, como companheiros e ex-companheiros.
Ainda segundo os dados, janeiro teve três casos e março concentrou quatro ocorrências. Armas brancas aparecem como o meio mais utilizado, seguidas por armas de fogo e outros meios.
Denúncia é essencial
O secretário de Segurança Urbana, Amarílio Boni, reforçou a importância de acionar a polícia em casos de violência. Segundo ele, “casos como esse mostram o quanto a presença ativa da Guarda de Vitória nas ruas é fundamental. A resposta rápida evitou uma possível tragédia e reforça nosso compromisso com a proteção da vida, especialmente no enfrentamento à violência contra a mulher. Situações como essa precisam ser denunciadas o quanto antes, por meio do 190, para que possamos agir com rapidez e evitar que a violência evolua para crimes mais graves”.
O caso segue sob investigação.
