Segurança
Fevereiro teve o menor número de homicídios dos últimos 24 anos no ES
Escrito por Redação em 01 de março de 2021
O Espírito Santo fechou o mês de fevereiro de 2021 com o menor número de homicídios desde 1996, início da contagem histórica no Estado. O resultado representa uma redução de 25% em relação ao mesmo período de 2020 e decréscimo de 15 mortes violentas, no comparativo com 2019, que era o menor já registrado anteriormente.
Ao todo, foram 82 assassinatos cometidos nos 28 dias do mês, sendo 32 na região metropolitana, 22 no norte, 5 no sul, 17 no noroeste e 6 na região serrana. De acordo com o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Alexandre Ramalho, apesar do registro, não há o que se comemorar quando o assunto são mortes, mas cabe destacar o trabalho das forças de segurança no combate ao crime.
“Em janeiro tivemos muitos crimes ligados ao confronto do tráfico de drogas, cerca de 74%, e dentro da dinâmica do programa Estado Presente em Defesa da Vida, intensificamos o monitoramento nesses locais. Nossas polícias e Corpo de Bombeiros, com apoio das guardas municipais, realizaram diversas operações com objetivo de prender lideranças de organizações criminosas em diversas partes do Espírito Santo. Acreditamos que isso tenha grande influência nesse resultado e só posso agradecer ao intenso trabalho realizado pelos profissionais da Segurança Pública”, destacou Ramalho.
Com o fechamento de fevereiro, o ano de 2021 apresenta, até o momento, 190 homicídios dolosos, contra 204 assassinatos em 2020, no mesmo período, representando o melhor índice para o bimestre dos últimos 24 anos.
O secretário Alexandre Ramalho ainda destacou que, apesar do bom resultado na região metropolitana, ainda existe um grande trabalho pela frente no restante do Espírito Santo.
“A Grande Vitória demonstra estabilidade e buscamos, diariamente, sufocar a criminalidade para evitar os conflitos e, consequentemente, as mortes. No interior ainda temos um grande desafio, visto que há uma pulverização desses homicídios e por variados motivos. Desde o início do ano a equipe de Governo envolvida no Estado Presente tem percorrido todas as regiões e ouvido as dificuldades e anseios dos gestores locais, com objetivo de elaborarmos um planejamento melhor e dar uma resposta à nossa sociedade”, enfatizou Ramalho.
O secretário de Economia e Planejamento, Álvaro Duboc, que atua como coordenador executivo do Programa Estado Presente em Defesa da Vida, diz que a violência letal é, há algum tempo, uma das principais preocupações da população brasileira.
Segundo ele, a ampliação ao acesso descontrolado a armas e munições em curso no país é um obstáculo para que o Brasil siga reduzindo os indicadores de violência letal.
“A sociedade precisa despertar para discutir mecanismos de controle e rastreamento de armas e munições para reduzirmos os impactos da flexibilização. Prender homicidas, reduzir a impunidade e controlar os instrumentos do crime são medidas imprescindíveis para seguirmos no propósito de salvar vidas”, afirma Duboc.
Mortes de mulheres
Em relação aos homicídios de mulheres os registros no bimestre também apresentam redução. No total, foram 15 casos, sendo que desses, 4 são feminicídios. Em 2020, haviam sido 17 vítimas de assassinato do sexo feminino, com 5 desses casos classificados como feminicídios.