Segurança
Esquema milionário: empresário suspeito de lavagem de dinheiro é preso em Aracruz.
Escrito por Rodrigo em 17 de janeiro de 2022
Um empresário foragido da Polícia Federal, foi preso na tarde de domingo (16), em Aracruz, no Norte do Estado. Ele é suspeito de estar envolvido em esquema milionário de lavagem de dinheiro proveniente de crimes de evasão de divisas e sonegação.
A PF já havia cumprido um mandado de prisão contra ele na última quinta-feira (13), expedido pela 1ª. Vara Criminal Federal de Vitória, após constatar, na Operação Masqué III, a participação dele em uma organização criminosa responsável por realizar crimes contra o sistema financeiro nacional.
Como ele não havia sido encontrado na residência onde morava, ele passou a integrar a lista de procurados da instituição até ser localizado neste último final de semana.
Além dele, outros dois acusados vão responder pelos crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro e por efetuar operação de câmbio não autorizada com o fim de promover evasão de divisas do País.
Essas prisões aconteceram nessa terceira fase da operação. A outras duas foram realizadas em 2019 e 2021, todas com o objetivo de combater a criminalidade fiscal.
Entenda a operação
Na primeira fase, deflagrada ainda em 2019, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas com a utilização de empresas que falsificavam e repetiam documentação para enviar dinheiro para o exterior. Naquele momento, a Justiça Federal decretou o sequestro de dezenas de imóveis avaliados em cerca de R$ 40 milhões.
Já na segunda fase, o objetivo foi investigar o crime de lavagem de dinheiro praticado pelos envolvidos na primeira fase da operação policial de mesmo nome, em especial, mediante a compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros, além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.
Nesta terceira, as investigações apontaram a organização dedicada a lavagem de capitais a partir da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros e à evasão de divisas. Um dos acusados foi preso na semana de cumprimento da operação, um outro recebeu uma tornozeleira eletrônica da equipe da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), com o último encontrado no domingo.
Segundo a PF, o nome da operação é uma referência a ação dos investigados que buscava mascarar a real propriedade de vultoso patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades da organização criminosa.