Segurança

Doméstica é presa após assaltar a casa de patrões na Mata da Praia

Uma quadrilha acusada de manter uma família refém durante assalto em abril deste ano, no bairro Mata da Praia, em Vitória, foi presa. Dentre os suspeitos, estão a empregada doméstica da família e o marido. Eles deixaram um prejuízo no valor de R$200 mil, entre dinheiro em espécie, joias e cheques.

Segundo informações da Polícia Civil, a doméstica trabalhava na casa da família há oito anos, e morava em uma casa cedida por eles. O crime foi planejado há pelo menos dois anos, e contou com as informações repassadas pela funcionária, que conhecia a rotina da família.

A polícia chegou aos criminosos através de incoerências no depoimento. A funcionária afirmou que havia sido rendida na própria casa, em Jacaraípe, na Serra, e forçada a levar os assaltantes até a Mata da Praia.

A corporação verificou que a família teve os celulares destruídos, enquanto na casa da doméstica, todos foram preservados. Também foi constatada a utilização do aplicativo que verifica o horário do ônibus, meio que a funcionária usou para chegar na casa.

Além disso, foi constatado através de câmeras de segurança que os assaltantes estiveram no local nos dois dias anteriores ao crime. Em um primeiro momento, os suspeitos negaram a presença no local, informou a polícia.

Após uma investigação mais complexa, a Polícia Civil efetuou a prisão da doméstica, do marido e de uma terceira pessoa também envolvida. “Essa pessoa já tinha passagem por furto a residência com um rapaz, que foi reconhecido pela família. Nós fizemos as prisões e, com isso, o marido dá um pouco de detalhes que havia sido negado anteriormente. Por meio de um apelido, os policiais de campo conseguiram chegar a uma quadrilha perigosíssima, todos com muitas passagens”, indicou o delegado Gianno Trindade.

Após a identificação, os indivíduos foram interrogados e confessaram a participação no crime. “O marido entrega a chave, inclusive, para essa simulação de um falso sequestro na residência da doméstica, fazendo com que a doméstica, em tese, fosse coagida a levar a chave da residência de sua patroa e fornecer o acesso aos bandidos, o que ficou claro se tratar de uma simulação”, contou o delegado.

Além da quantia de R$30 mil em espécie, os assaltantes levaram joias e cheques, totalizando um prejuízo de R$200 mil. Após o roubo, eles fugiram em um carro com placas clonadas, que foi queimado após o uso.

Os presos responderão por falsa comunicação de crime, pois simularam um sequestro não existente; por roubo triplamente majorado, devido a invasão da residência, uso de armas de fogo e restrição de liberdade das vítimas; e por dano qualificado com perigo comum, por terem incendiado o veículo utilizado no crime após a fuga. Os três confessaram o crime.