Segurança

Após ser morto na Serra, comerciante chinês teve R$600 mil roubados de sua conta bancária

A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), concluiu as investigações do latrocínio do comerciante chinês Weiming Li, de 48 anos, que aconteceu no dia 10 de julho, no bairro Parque Residencial Laranjeiras, na Serra.

Durante as investigações, foram identificados cinco suspeitos envolvidos no latrocínio e quatro suspeitos envolvidos no roubo de R$ 600 mil da conta da vitima, dentre eles uma ex-gerente de banco. De acordo com a polícia, três pessoas foram detidas entre agosto e setembro.

O latrocínio

Imagens de câmeras de segurança flagraram o momento em que Weiming Li é abordado e morto pelos criminosos. No vídeo, é possível ver o comerciante caminhando pela calçada em direção ao carro. No momento em que ele abre a porta do veículo, é surpreendido por um dos assaltantes que estava escondido.

Outros dois criminosos saem de dentro de um carro que estava estacionado atrás do veículo da vítima. O comerciante ainda tenta se defender mas é baleado e cai no chão do local. O grupo foge em seguida. Segundo informações de populares, os suspeitos roubaram o celular e a carteira da vítima antes de efetuar os disparos.

Confira as imagens:


Quadrilha especializada em sequestros relâmpago

A apuração da polícia apontou que a intenção inicial dos suspeitos era sequestrar o comerciante e extorquir dinheiro dele via Pix, mas ele acabou reagindo e os criminosos o assassinaram. Esses suspeitos faziam parte de uma quadrilha da Bahia, especializada em sequestros relâmpago.

Após o crime, o carro branco usado pelos suspeitos, que aparece nas imagens de videomonitoramento, foi rastreado e descobriu-se que estava na cidade de Itabuna (BA). A polícia do Espírito Santo, então, acionou os policiais do estado vizinho, que conseguiram prender o suspeito, identificado como Davi Santos Ribas.

Membros da quadrilha

Ainda de acordo com as investigações, os suspeitos chegaram até a vítima depois que José Carlos Souza, identificado como funcionário de uma pastelaria (que pertence ao primo da vítima), passou informações para os suspeitos dizendo que ele andava com malotes de dinheiro e seria um ‘alvo fácil’ para os criminosos.

Segundo a polícia, o mentor do crime foi Yonan Bonfim Santana, conhecido como Bino. Ele também é suspeito de participar de outro crime de sequestro, em Aracruz, e está foragido.

O homem que abordou a vítima, identificado como Carlos Jokta de Oliveira, também foi preso. Já o irmão gêmeo dele, suspeito de atirar no comerciante, identificado como Daniel Jokta de Oliveira, continua foragido.

Suspeitos de participarem do crime | Divulgação: Polícia Civil ES

Invasão da conta bancária

Durante a apuração da morte da vítima, a polícia descobriu que houve uma movimentação na conta bancária do comerciante após ele ter sido assassinado. Diante das informações, os policiais identificaram a pessoa que recebeu o dinheiro roubado da conta da vítima. Esse homem, segundo a polícia, seria um hacker, que teve acesso aos dados bancários e a certidão de óbito do comerciante. O suspeito se associou a uma gerente de banco, e juntos eles conseguiram retirar da conta da vítima aproximadamente R$600 mil.

“Essa gerente providenciou um cartão bancário pra esse hacker e ainda instalou um aplicativo de internet banking no celular desse ‘autor intelectual’. Esse homem foi preso. A gerente de banco com outros dois indivíduos, que foram as pessoas que lavaram esse dinheiro, já estão qualificados, já foram indiciados e vão responder por lavagem de dinheiro, associação criminosa e furto qualificado e, a gerente, além desses crimes, vai responder violação de sigilo funcional”, explicou o chefe do Departamento Especializado de Investigações Criminais (Deic), delegado Gabriel Monteiro.

Os nomes dos envolvidos neste segundo crime não foram informados pela polícia.