Segurança

Capixaba é assassinada a facadas na frente dos filhos na França

Um capixaba, identificada como Juliana de Oliveira Salomão, de 41 anos, foi assassinada a facadas na frente dos filhos, em Seine-et-Marne, na França. Juliana é natural de Nova Venécia, Noroeste do Espírito Santo, e foi assassinada pelo próprio marido, que não teve a identidade revelada.

De acordo com a imprensa francesa, o crime aconteceu durante a manhã de quinta-feira (24). Um dos filhos de Juliana, um adolescente de 17 anos, teria chamado a polícia mesmo após se ferir tentando salvar a mãe. O outro filho do casal, de 14 anos, também estava na casa mas não se machucou.

O marido de Juliana, de 44 anos, já havia sido preso por violência doméstica três meses antes e tinha uma medida restritiva por conta das agressões. Ele tentou se enforcar após o crime, chegou a ser encaminhado para o um Hospital da região em estado grave, mas não resistiu e morreu na manhã desta sexta-feira (25).

“Às 5h35, os serviços policiais da delegacia de Torcy (uma cidade) constataram a morte, em sua casa, de uma mulher de nacionalidade brasileira nascida em 1983. A morte foi claramente o resultado de múltiplas facadas”, disse o promotor Jean-Baptiste Bladier em comunicado direcionado à imprensa.

Nas redes sociais, a família de Juliana compartilhou postagens sobre o caso, lamentando a morte da capixaba e manifestando a preocupação com os filhos, de 17 e 14 anos.

Vítima tinha medida protetiva contra o marido

Em um vídeo enviado para o Sim Notícias e Record News Espírito Santo, a irmã da vítima, Danielle de Oliveira Pigatti, que mora em Nova Venécia, conta que o casal tinha uma relação de 25 anos, sendo 22 de casamento e três de namoro. Eles se mudaram para a França há cerca de seis anos, para tentar melhores condições de vida melhor fora do país, porém nos últimos meses Juliana relatou que estava sofrendo violência doméstica.

“Ele começou a agredir a Juliana e ela denunciou. Nós falamos com ela pra vir embora, que daríamos um jeito, que se não tivéssemos o dinheiro nós pegaríamos emprestado, faríamos dívidas, mas que a saúde mental e a vida não tem dinheiro que pague, mas ela quis continuar lá. Ele pediu para voltar e a condição dela era que ele fizesse um tratamento psicológico. De início ele disse que faria, mas depois não quis fazer”, conta Danielle.

Após sofrer novas agressões, Juliana conseguiu uma medida protetiva contra o marido e resolveu dar um fim na relação. Porém, ontem, na quinta-feira, o homem invadiu a casa dela e a assassinou na frente dos filhos.

Autoridades internacionais acompanham o caso

A promotoria francesa informou que há a possibilidade dos filhos do casal serem encaminhados para um lar de acolhimento infantil.

Em nota, o Consulado brasileiro informou que acompanha o caso junto às autoridades francesas, nos limites permitidos pela legislação local e pelos tratados internacionais assinados por Brasil e França.

O consulado-geral disse que está à disposição dos familiares, a quem caberá, eventualmente, fornecer publicamente detalhes sobre o caso, para prestar-lhes o apoio cabível.