Aluno leva ‘não’ e usa IA para criar falsos nudes de colegas de escola em Vitória

Aluno criou imagens íntimas falsas de colegas após ter um pedido de namoro negado por uma das vítimas

Escrito por Redação

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Foto: Shutterstock/Monkey Business Images

Um adolescente de 14 anos está sendo investigado após criar imagens falsas de nudez de colegas de sala utilizando inteligência artificial em Vitória. O caso aconteceu no bairro Jardim Camburi e teria começado após um pedido de namoro ser recusado.

Segundo a mãe de uma das estudantes vítimas, o garoto teria usado ferramentas de inteligência artificial para manipular a imagem da filha dela, fazendo parecer que a adolescente estava nua. Depois de produzir o material, o estudante teria levado as imagens para a escola e mostrado a outros alunos com o objetivo de constranger as colegas.

De acordo com o relato da família, a jovem tem apenas 14 anos e passou a se sentir pressionada dentro do ambiente escolar após o episódio. A mãe afirma que o adolescente não teria agido sozinho. Um amigo dele também teria participado da criação das imagens com inteligência artificial e ajudado a divulgar o material para outros alunos da escola.

Além da filha dela, outras duas estudantes da mesma turma também teriam sido vítimas dos dois adolescentes. As famílias das meninas dizem estar indignadas e cobram uma postura mais rigorosa da instituição de ensino.

Sobre a punição aplicada, a mãe criticou a medida adotada pela escola. “Eles deram apenas um dia de suspensão e tudo ficou por isso mesmo”, contou em entrevista à TV SIM/SBT.

Escola diz que adotou medidas

Em nota, o Colégio Salesiano Jardim Camburi informou que tomou conhecimento da situação envolvendo estudantes do ensino fundamental relacionada ao uso inadequado de recursos digitais. Segundo a instituição, assim que soube do ocorrido foram tomadas “medidas disciplinares e pedagógicas conforme o regimento interno”.

A escola afirmou que as famílias dos alunos envolvidos foram convocadas para reuniões e que houve atendimentos individualizados. Também foram aplicadas medidas educativas consideradas cabíveis.

“O caso também foi comunicado às autoridades competentes, com as quais a instituição vem colaborando integralmente para a adequada apuração dos fatos”, informou o colégio.

Por envolver adolescentes, a instituição disse que não pode divulgar outros detalhes ou informações que possam identificar os estudantes, em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

“A instituição reafirma seu compromisso permanente com a formação integral dos alunos, com a promoção de um ambiente escolar seguro e com o desenvolvimento de ações educativas voltadas ao uso responsável das tecnologias digitais”, acrescentou a escola.

Caso é investigado pela polícia

As famílias das vítimas registraram boletim de ocorrência. Segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, o caso está sendo investigado pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA). Outros detalhes sobre a investigação não foram divulgados.

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