Morre aos 81 anos o fotógrafo e ativista Sebastião Salgado
Escrito por Redação

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Um dos maiores fotógrafos do mundo, Sebastião Salgado, morreu nesta sexta-feira (23) aos 81 anos. Segundo noticiou a Folha, Sebastião Salgado lutava contra problemas decorrentes de uma malária que contraiu na década de 1990. Ele morava em Paris, na França. A morte, confirmada pelo Instituto Terra, organização não governamental que ele fundou, repercute em todo o país, sendo notícia nos principais meios de comunicação.

A escola de samba  Independente de Boa Vista de Cariacica homenageou Sebastião Salgado no seu enredo para o carnaval capixaba de 2025, sendo a campeã.

“Sebastião foi muito mais do que um dos maiores fotógrafos de nosso tempo. Ao lado de sua companheira de vida, Lélia Deluiz Wanick Salgado, semeou esperança onde havia devastação e fez florescer a ideia de que a restauração ambiental é também um gesto profundo de amor pela humanidade. Sua lente revelou o mundo e suas contradições; sua vida, o poder da ação transformadora”, diz o texto do Instituto Terra.

Quem foi Sebastião Salgado

Sebastião Salgado nasceu em Aimorés (MG) em 1944. Formou-se em Economia na Universidade Federal do Espírito Santo em 1967 e fez mestrado pela USP e doutorado pela Universidade de Paris. Tornou-se conhecido no Brasil e no mundo pelo seu trabalho artístico fotográfico, projetando-se como um dos maiores documentaristas visuais da contemporaneidade, com uma estética marcante: o preto e branco. Sua obra é vasta e reflete sobre a condição humana e a urgência da preservação ambiental. Começou a carreira como um hobby, usando a câmera da esposa, Lélia Wanick Salgado, tornando-se vocação.

Entre as obras estão as seguintes: “Outras Américas” (1986): Um registro poético das populações rurais e indígenas da América Latina; “Trabalhadores” (1993): Retratando o trabalho manual em diversas partes do mundo. Destaque para as imagens do garimpo de Serra Pelada, no Pará; “Êxodos” (2000): sobre migrações e deslocamentos humanos causados por guerras, conflitos e desastres naturais e “Gênesis” (2013):  Obra-prima retratando paisagens intocadas e comunidades que vivem em harmonia com a natureza.

“Em 1973, de volta à Paris, Sebastião Salgado iniciou sua carreira como fotógrafo profissional. Como freelancer fez reportagens fotográficas para as agências Gamma, Sygma e Magnum.

Na Gamma, ele registrou imagens da Revolução dos Cravos. Na Sygma, fez o registro de vários eventos em mais de vinte países. Na Magnum, realizou viagens pela América Latina, entre 1977 e 1984.

Em 1981, trabalhando como repórter fotográfico do jornal New York Times, foi encarregado de registrar os primeiros 100 dias do governo do presidente Ronald Reagan”, registra o site https://www.ebiografia.com/sebastiao_salgado/

 

 

 

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