80 anos da bomba atômica: conheça 7 filmes sobre o assunto
Escrito por R7

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Há exatos 80 anos o mundo entrou de vez na era atômica. Às 8h15 do dia 6 de agosto de 1945 (no horário local), uma bomba apelidada de Little Boy, com 64 quilos de urânio-235, foi lançada sobre a cidade japonesa de Hiroshima. Ela explodiu a 580 metros de altura, provocando a morte instantânea de mais de 35 mil pessoas — e outras 100 mil nos anos seguintes.

No local da explosão hoje existe uma placa com os detalhes da bomba que destruiu a cidade e marcou o fim da Segunda Guerra Mundial — e o início da Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética. Bem pertinho dali, está um belíssimo parque e um museu em homenagem às vítimas.

Esse momento-chave para a história da humanidade foi diversas vezes retratado no cinema. E o Cinema de Segunda escolhe agora 7 filmes fundamentais para você entender a história antes, durante e depois do bombardeio a Hiroshima.

Oppenheimer (2023)

Dirigido por Christopher Nolan, Oppenheimer mostra a vida de J. Robert Oppenheimer (Cillian Murphy), o físico que liderou o Projeto Manhattan, responsável pela criação da bomba atômica durante a Segunda Guerra Mundial.

Hiroshima, Meu Amor (1959)

Hiroshima, Meu Amor é uma obra-prima do Cinema Novo francês dirigida por Alain Resnais. O filme combina elementos de ficção e documentário, sendo um dos primeiros a abordar diretamente as cicatrizes deixadas pelo bombardeio atômico de Hiroshima em 1945.

As conversas entre os personagens entrelaçam memórias pessoais de amor e perda com o trauma coletivo do bombardeio, usando imagens reais de arquivo para mostrar as consequências devastadoras da explosão.

Dr. Fantástico (1964)

Outra obra-prima, agora dirigida por Stanley Kubrick. Dr. Fantástico é uma comédia satírica lançada no auge da Guerra Fria, que faz uma crítica mordaz à paranoia nuclear e à burocracia militar. É um retrato absurdo do mundo que emergiu dos escombros de Hiroshima.

Com Peter Sellers em diversos papéis, o filme segue um general americano insano que ordena um ataque nuclear à União Soviética, desencadeando uma corrida para evitar a catástrofe.

Túmulo dos Vagalumes (1988)

A produção do Studio Ghibli dirigida por Isao Takahata é uma das animações mais belas e tristes já feitas. Baseada no conto semi-autobiográfico de Akiyuki Nosaka, Túmulo dos Vagalumes relata os horrores da guerra pela ótica de duas crianças órfãs.

A história segue Seita e Setsuko, dois irmãos lutando para sobreviver no Japão devastado pela guerra em 1945. Após perderem a mãe em um bombardeio, eles enfrentam a fome e a indiferença de uma sociedade destruída.

Godzilla (1954)

A bomba atômica de Hiroshima está intimamente ligada à origem do principal monstro do cinema japonês. Produzido pela Toho e dirigido por Ishirō Honda, Godzilla é uma metáfora direta para a destruição nuclear, refletindo os medos do Japão pós-guerra.

A trama, que ganhou dezenas de continuações, mostra Godzilla, uma criatura pré-histórica despertada por testes nucleares que ataca o Japão. As imagens do kaiju pisando nos prédios de Tóquio são icônicas.

Akira (1988)

Dirigido por Katsuhiro Otomo, Akira é uma animação cyberpunk baseada no mangá homônimo, que influenciou o anime e a cultura pop. O filme se passa em uma Neo-Tóquio pós-apocalíptica, onde o medo de uma nova destruição nuclear é central.

A trama segue Tetsuo, um jovem que ganha poderes psíquicos incontroláveis, evocando o medo de uma catástrofe semelhante à bomba atômica.

Rapsódia em Agosto (1991)

Dirigido por Akira Kurosawa, Rapsódia em Agosto é um drama que reflete a bomba atômica lançada em Nagasaki três dias depois da explosão em Hiroshima.

A história segue Kane, uma sobrevivente que recebe seus netos e um sobrinho nipo-americano em sua casa. Através de suas memórias, o filme explora o trauma duradouro da bomba.

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