Política
R$ 132 milhões
Casagrande e ministro da Saúde aprovam Plano Estadual do Programa Especial de Saúde do Rio Doce
Escrito por Redação em 13 de fevereiro de 2026
O governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinaram, nesta quinta-feira (12), a aprovação do Plano Estadual do Programa Especial de Saúde do Rio Doce. Entre outros destinos, o plano contempla o novo Complexo Hospitalar em Colatina.
O documento define as diretrizes para a aplicação de parte dos recursos do Novo Acordo do Rio Doce e prevê investimento de R$ 132 milhões na ampliação do acesso à saúde nos 11 municípios capixabas mais impactados pelo desastre ambiental de Mariana. https://www.gov.br/planalto/pt-br/novo-acordo-do-rio-doce/noticias-relacionadas-1/conheca-a-linha-do-tempo-da-tragedia-de-mariana-mgde Mariana.
O plano integra o Anexo 8 do acordo judicial, que determina o repasse de R$ 260 milhões ao Governo do Estado para ações estruturantes na área da saúde, a serem executadas no âmbito do Sistema Único de Saúde. O objetivo é mitigar danos, evitar o agravamento de doenças e atender às necessidades sociais de saúde da população atingida pelo rompimento da barragem no Rio Doce, ocorrido em Mariana.

Casagrande, ministro da Saúde e outras autoridades no ato de assinatura do programa. Foto: Reprodução Governo do ES
Os municípios contemplados pelo programa são Baixo Guandu, Colatina, Aracruz, Linhares, Marilândia, São Mateus, Sooretama, Fundão, Serra, Conceição da Barra e Anchieta.
“Esses recursos serão aplicados em diversas ações nos 11 municípios contemplados, dentro de um planejamento construído pelo Governo do Estado em diálogo com o Conselho Estadual e as secretarias municipais de Saúde. Parte do investimento será destinada à construção do Complexo Hospitalar de Colatina, além da implantação e do fortalecimento de serviços como CAPS, Centros de Especialidades Odontológicas, ampliação de cirurgias eletivas e modernização do Lacen. São iniciativas que fortalecem a rede pública de saúde, ampliam o acesso aos serviços e ajudam a responder às necessidades das populações impactadas pelo desastre do Rio Doce”, afirmou o governador Renato Casagrande.
O Plano Estadual organiza a aplicação dos recursos em ações de custeio e investimento, incluindo o financiamento parcial da construção do novo Complexo Hospitalar em Colatina. A estrutura reunirá o novo Hospital Silvio Ávidos, a Superintendência Regional de Saúde e o Centro Regional de Especialidades (Policlínica).
Também estão previstos investimentos no parque tecnológico do Laboratório Central de Saúde Pública do Espírito Santo, além da construção de Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), Centros de Especialidades Odontológicas (CEO) e ações voltadas à ampliação e qualificação da oferta de serviços, bem como à organização das redes de atenção à saúde e de vigilância.
O Complexo Hospitalar de Colatina será referência para a Região Central de Saúde, com 340 leitos de alta resolutividade, atuação estratégica na Rede de Urgência e Emergência, atendimentos de média e alta complexidade e oferta de cirurgias eletivas.
“Além dos R$ 260 milhões destinados ao Estado, a Secretaria de Recuperação do Rio Doce e a Secretaria da Saúde estão atuando em parceria com as prefeituras capixabas na orientação dos Planos Municipais de Saúde. Dessa forma, os 11 municípios também vão receber diretamente cerca de R$ 700 milhões para custear políticas e ações na área da saúde pelos próximos dois anos. Isso demonstra a efetividade da participação do Governo do Estado no acordo de repactuação do desastre ambiental de Mariana”, destacou o secretário de Estado de Recuperação do Rio Doce, Guerino Balestrassi.
O Plano Estadual do Programa Especial de Saúde do Rio Doce apresenta ainda um diagnóstico situacional dos 11 municípios afetados, considerando aspectos demográficos, epidemiológicos, socioeconômicos e assistenciais relacionados aos impactos diretos e indiretos do rompimento da barragem.
O documento tem como base os Planos de Ação Municipais aprovados no Comitê Especial Tripartite (CET) em 2025 e busca subsidiar o planejamento estadual e a formulação de estratégias de fortalecimento da rede de saúde nos territórios atingidos. O diagnóstico está estruturado em quatro eixos: perfil demográfico e socioeconômico, perfil epidemiológico, rede assistencial e principais desafios.
“A integração entre as secretarias do Governo no acordo de repactuação do desastre ambiental de Mariana está garantindo recursos fundamentais para a área da saúde. Esses recursos não são apenas valores financeiros. Eles representam a oportunidade concreta de reparar danos, reduzir vulnerabilidades e fortalecer a rede pública de saúde nesses territórios que convivem, há quase uma década, com os efeitos sociais, ambientais e sanitários do desastre. Nosso foco é fortalecer o SUS nos municípios atingidos, ampliar o acesso, qualificar os serviços e garantir que a população tenha atendimento mais resolutivo, mais humanizado e mais próximo de sua realidade. Estamos falando de transformar recursos de reparação em melhorias concretas na vida das pessoas”, disse o secretário de Estado da Saúde, Tyago Hoffmann.