Uma cena impressionante chamou a atenção de moradores de Colatina, no Noroeste do Espírito Santo, na manhã desta quarta-feira (1º). Um cano da rede pública de abastecimento estourou e transformou uma escadaria do Morro do Café, no bairro Carlos Germano Naumann, em uma verdadeira cachoeira.
A força da água invadiu uma residência próxima e causou diversos prejuízos à família que vive no local. De acordo com os moradores, o rompimento aconteceu por volta das 6h15 em uma tubulação localizada sob a garagem do imóvel. Logo abaixo funciona um ateliê de costura, que foi o primeiro a ser atingido. Máquinas, tecidos e peças de roupa foram molhados e danificados.
“Quando estourou, a água caiu em cima das máquinas, estragou muita coisa ali dentro do ateliê dela. Tinha até roupas que ela estava fazendo e molhou tudo”, relatou a filha dos proprietários.
Após atingir o espaço de trabalho, a água avançou pela residência, alcançando móveis, quartos e outros ambientes.
Família precisou quebrar parede para conter água
Devido ao grande volume, os moradores precisaram quebrar uma parede para facilitar o escoamento da água e evitar danos ainda maiores. Além dos prejuízos estruturais, a situação também impactou a renda da família. Um espaço pet que funciona no local teve o atendimento interrompido após o fornecimento de água ser suspenso.
“A gente ficou sem trabalhar. Tinha 13 cachorros para atender, mas conseguimos fazer só 5. Perdemos muitos atendimentos nesse dia”, contou a mulher.
Segundo a família, os moradores são aposentados e dependem da renda do ateliê para complementar o orçamento, principalmente com despesas de medicamentos.
Na manhã desta quinta-feira (2), o cenário ainda era de limpeza no imóvel e nas áreas próximas. Moradores tentavam retirar lama e recuperar o que foi possível após o alagamento.

O que diz o Sanear
Em nota, o Serviço Colatinense de Saneamento Ambiental (Sanear) informou que a ocorrência foi atendida e solucionada ainda na manhã desta quinta-feira (2).
O órgão destacou que a intervenção foi necessária para restabelecer o funcionamento do sistema e normalizar o abastecimento na região.
O Sanear também informou que, até o momento, não houve solicitação formal de ressarcimento pelos danos causados. O órgão orienta que pedidos desse tipo devem ser feitos por meio dos canais oficiais para análise.
Conteúdo colaborativo
Jornalista Elisangela Ramos


