Geral
Vitória tem 2ª maior queda de mortes violentas do Brasil
Escrito por Redação em 28 de janeiro de 2026
Vitória aparece entre as capitais brasileiras com maior queda nos índices de mortes violentas. Levantamento do jornal Poder 360, com base em dados oficiais, aponta que a capital capixaba registrou a segunda maior redução do país nesse tipo de ocorrência, ficando atrás apenas de Manaus.
A análise considera números de homicídios, feminicídios, lesão corporal seguida de morte e latrocínio entre 2022 e 2025. No período, a taxa de mortes violentas por 100 mil habitantes em Vitória caiu de 22,7 para 17,1. A redução, de 52,6%, supera a registrada em capitais como Aracaju (48,5%) e Porto Alegre (43,6%).
Os dados indicam uma tendência de queda contínua da violência na cidade. Um dos indicadores que chama atenção é o número de dias sem registro de feminicídio: foram 597 dias consecutivos sem ocorrências do tipo, segundo dados oficiais. Especialistas apontam que o resultado está ligado à combinação de ações preventivas e políticas de proteção às mulheres.
Outro dado relevante é o número de homicídios. O ano de 2025 terminou com o menor total registrado em quase três décadas, consolidando o período como o mais seguro dos últimos 29 anos na capital.
Para prefeitura, parte desse cenário está associada às mudanças na atuação da Guarda Civil Municipal, que passou por reestruturação nos últimos anos. O efetivo foi ampliado com a contratação de novos agentes, e a cidade investiu em recursos tecnológicos, como câmeras de monitoramento, drones e sistemas de inteligência voltados à segurança urbana.
Além disso, a integração entre diferentes forças de segurança — incluindo Polícia Militar, Polícia Civil e órgãos federais — tem sido apontada como um fator decisivo para a redução dos índices. A troca de informações e o planejamento conjunto passaram a orientar operações e ações preventivas.
Para o secretário municipal de Segurança Urbana, Amarílio Boni, os resultados são fruto de um trabalho técnico e estratégico. “Vitória se destaca no País porque adotou um modelo de gestão baseado em planejamento, inteligência e atuação integrada. Trabalhamos com análise de dados, mapeamento de cenários e estratégias coordenadas entre as forças de segurança. Nada disso é casual: é a combinação de tecnologia, presença qualificada e cooperação institucional que tem salvado vidas e transformado a experiência de segurança no cotidiano da nossa população”, afirma Boni.
A redução da violência, no entanto, não é atribuída apenas à atuação policial. Investimentos em áreas como educação, assistência social, urbanismo e infraestrutura também fazem parte da estratégia adotada pela cidade. A ampliação do ensino em tempo integral, melhorias na iluminação pública e a revitalização de espaços de convivência são apontadas como medidas que contribuíram para a ocupação mais segura dos espaços urbanos.
O prefeito Lorenzo Pazolini destaca que ações culturais, esportivas e sociais tiveram papel importante nesse processo.
“A cidade investiu na ampliação da educação em tempo integral, ações de urbanismo e atendimento social que estimularam a reocupação dos espaços públicos. Iluminação pública, revitalização de praças e parques, e a promoção de atividades culturais e esportivas também tiveram papel relevante na criação de ambientes mais seguros e acolhedores”, destacou.