Futebol Capixaba
Canoagem
Prova de down wind reúne 231 atletas em 33 canoas e chega ao quinto ano de realização
Escrito por Joao Victor Bassini em 13 de fevereiro de 2026
A Travessia Kon-Tiki voltou a reunir atletas e clubes de remo do Espírito Santo em um dos maiores desafios náuticos do Estado, no último sábado (07). Em sua quinta edição, a prova percorre 45 quilômetros entre Vitória e Guarapari, no formato down wind — com o trajeto a favor do vento — e contou com a participação de 231 atletas distribuídos em 33 canoas.
A competição contempla categorias masculina, feminina e mista, reunindo competidores com idades entre 16 e 65 anos. O tempo médio de conclusão do percurso é de aproximadamente 4h30, variando de acordo com o desempenho de cada equipe.
Organizada pelo Clube Cardume Vix, a Travessia Kon-Tiki é coordenada por Aécio Bumachar, Arthur Quintaes, Emerson Pillo, Fernanda Luchi e Laís Diniz. Segundo os organizadores, o evento foi idealizado como um desafio pessoal e coletivo, promovendo a união entre os clubes capixabas e valorizando o litoral do Estado.
A prova também conta com patrocínio do Projeto Baleia Jubarte, além do apoio das prefeituras de Vitória e Guarapari e da empresa Maelly.
De acordo com Arthur Quintaes Silva Alves, um dos organizadores, a equipe é responsável por toda a estrutura do evento, desde a captação de patrocínio até a organização da segurança e divulgação.
“O objetivo é valorizar o nosso litoral, envolvendo segurança, esporte, meio ambiente e turismo. A travessia mostra o quanto o litoral capixaba é espetacular”, destacou.
Durante o trajeto entre as duas cidades, os atletas passam por cartões-postais do Espírito Santo, como o Farol de Santa Luzia, a Terceira Ponte e as Três Ilhas, em Guarapari — um dos trechos mais emblemáticos da prova.
A travessia proporciona uma perspectiva diferente da paisagem, permitindo que os competidores visualizem pontos turísticos por um ângulo pouco comum ao público em geral.
Participante há três edições, um dos atletas descreveu a experiência como desafiadora e gratificante. Segundo ele, a preparação começa cerca de três meses antes da prova, com treinos intensivos, ajustes na alimentação e alinhamento de rotina com a equipe.
“Sempre é cansativo, é puxado, mas no ano seguinte a gente quer voltar para fazer melhor. A sensação ao chegar em Guarapari é de realização pessoal. Não importa a colocação, é um sentimento de vitória”, relatou.
A prática do remo, para muitos atletas, teve início durante a pandemia, quando atividades ao ar livre passaram a ser alternativas seguras para a retomada do exercício físico e do contato com o mar.
Consolidada no calendário esportivo capixaba, a Travessia Kon-Tiki reforça o potencial do Espírito Santo para o esporte náutico, ao mesmo tempo em que promove integração, turismo e valorização ambiental ao longo do percurso entre Vitória e Guarapari.
Confira uma galeria de imagens do evento: