Pela terceira vez
Bodyboarding
Capixaba de 20 anos vence a categoria Open Women’s Pro em uma das ondas mais desafiadoras do mundo no Pipeline Bodyboarding Championship
Escrito por Joao Victor Bassini em 04 de março de 2026
A brasileira Luna Hardman conquistou, na madrugada desta quarta-feira (4), o título da categoria Open Women’s Pro do Hawai’i Pipeline Bodyboarding Championship, disputado na tradicional praia de Pipeline, no Havaí. A vitória foi selada com uma nota 10 na bateria final, garantindo o lugar mais alto do pódio em uma das ondas mais desafiadoras do planeta.
Aos 20 anos, Luna confirma o protagonismo da nova geração do bodyboarding brasileiro e repete o feito da mãe, Neymara Carvalho, que soma três títulos conquistados em Pipeline ao longo da carreira.
Emocionada na cerimônia de premiação, a atleta agradeceu o apoio recebido. “É muita emoção vencer aqui, em um lugar tão especial. Um sonho realizado”, declarou.
A decisão foi marcada pelo equilíbrio até os instantes finais. Luna assegurou o título ao executar uma onda perfeita, avaliada com nota máxima pelos juízes.
Outra representante do Espírito Santo, Bianca Simões, também chegou à final e terminou na quarta colocação, reforçando o bom momento do bodyboarding capixaba.
A segunda posição ficou com a carioca Jessica Becker, enquanto a costa-riquenha Dulce Aguero completou o pódio em terceiro lugar.

Bicampeã mundial Pro Junior, Luna passou a competir exclusivamente na categoria profissional na última temporada, quando encerrou o ano entre as oito melhores do ranking mundial. Em 2025, também em Pipeline, havia terminado na quinta colocação.
O título em 2026 marca o início da temporada com vitória e consolida sua evolução no circuito internacional.
A conquista tem um significado especial para a família. Neymara Carvalho, pentacampeã mundial, iniciou sua trajetória internacional justamente no Havaí, em 1995, e conquistou títulos em Pipeline nos anos de 1996, 2011 e 2023.
Na edição deste ano, Neymara também competiu na Open Women’s Pro, mas foi eliminada na primeira bateria. Após a final, comemorou o desempenho da filha e o resultado brasileiro no evento.
Segundo ela, o desempenho das atletas demonstra o alto nível técnico do país em uma das competições mais tradicionais do esporte.
Embora atualmente não integre o Circuito Mundial, o Pipeline Bodyboarding Championship segue como uma das competições mais emblemáticas do calendário internacional.
A edição 2026 reuniu 158 atletas de 20 países, distribuídos em diferentes categorias. Na Open Women’s Pro, 31 competidoras enfrentaram as exigentes ondas havaianas, conhecidas pela força e complexidade técnica.