Gabriela Barbosa cria elemento inédito na ginástica artística

Ginasta de 18 anos executa movimento nas barras assimétricas durante etapa da Copa do Mundo na Croácia e aguarda homologação internacional

Escrito por João Bassini

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Foto: Osijek World Cup

A ginasta brasileira Gabriela Barbosa, de 18 anos, entrou para a história da ginástica artística ao apresentar um elemento inédito nas barras assimétricas durante a etapa da Copa do Mundo disputada em Osijek. A execução ocorreu nesta quinta-feira, durante a fase classificatória da competição internacional.

O movimento, uma saída de mortal carpado com meia volta a partir do giro stalder, será submetido à homologação pela Federação Internacional de Ginástica. Caso seja oficialmente validado, o elemento passará a se chamar “Barbosa”, em referência à atleta brasileira, seguindo a tradição da modalidade de batizar movimentos inéditos com o nome de seus criadores.

Confira um vídeo compartilhado pelo Comitê Brasileiro de Ginástica, que conta com a atleta demonstrando o elemento:

@cbginastica

NOME NO CÓDIGO! ELA CONSEGUIU!!! @Gabriela Barbosa 🤸🏻‍♀️ #viral #fy #tiktoksports #gymnastics #gym

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Movimento inédito amplia presença brasileira

Com a  homologação, o Brasil amplia sua presença no código de pontuação da ginástica artística, passando a contar com representantes com elementos nomeados em todos os aparelhos femininos.

Até então, nomes como Daiane dos Santos, Júlia Soares, Lorrane Oliveira e Haine Araújo já possuíam movimentos reconhecidos no feminino. No masculino, atletas como Arthur Zanetti, Diego Hypolito e Sérgio Sasaki também integram o seleto grupo.

A novidade apresentada por Gabriela está na combinação técnica: embora a saída com mortal carpado e meia volta já existisse, a execução a partir do giro stalder representa uma variação inédita, o que atende aos critérios para inclusão no código.

Nota e desempenho na competição

Apesar do feito técnico, Gabriela Barbosa não avançou à final da etapa em Osijek. A ginasta somou 12,233 pontos, com nota de dificuldade de 5,0, ficando fora do grupo das oito melhores que seguem na disputa por medalhas.

A atleta ainda apresentou falhas de execução durante a série, o que impactou diretamente na pontuação final. Mesmo assim, o destaque da apresentação ficou por conta da inovação técnica.

Continuidade na competição

Gabriela retorna à competição nesta sexta-feira, quando disputa as classificatórias da trave e do solo ao lado da medalhista olímpica Julia Soares.

A participação integra o calendário internacional da atleta, que passou a defender a seleção brasileira adulta em 2024. Esta é a segunda vez que ela compete em uma etapa de Copa do Mundo.

Trajetória e conquistas recentes

Na temporada passada, Gabriela Barbosa conquistou duas medalhas de prata na etapa de Koper, nas provas de barras assimétricas e solo, consolidando seu nome entre as promessas da ginástica brasileira.

Com a execução do novo elemento, a ginasta reforça o protagonismo do Brasil no cenário internacional da modalidade, especialmente no desenvolvimento técnico e na inovação dentro das competições de alto nível.

Brasil amplia tradição na ginástica artística

A possível inclusão do “Barbosa” no código de pontuação representa mais um capítulo na trajetória da ginástica artística brasileira, que ao longo das últimas décadas vem acumulando conquistas, reconhecimento internacional e contribuições técnicas relevantes para o esporte.

Especialistas apontam que a criação de novos elementos é um indicativo do alto nível de desenvolvimento dos atletas, além de refletir o investimento em treinamento, pesquisa e evolução técnica dentro da modalidade.

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