Escolinha indígena de beach soccer completa 1 ano em Aracruz

Projeto social na aldeia de Caieiras Velha atende quase 100 crianças e reforça inclusão por meio do esporte

Escrito por João Bassini

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Foto: Federação capixaba de Beach Soccer

A primeira escolinha indígena de beach soccer do Brasil, localizada na aldeia de Caieiras Velha, em Aracruz, completou um ano de funcionamento com resultados voltados ao impacto social e à formação de crianças e adolescentes. Ao longo dos primeiros 12 meses, o projeto atendeu quase 100 participantes com idades entre 7 e 17 anos.

A iniciativa contou, no período inicial, com apoio das empresas Imetame e Suzano, por meio da Lei de Incentivo ao Esporte, e se consolidou como uma ação voltada à promoção da inclusão social e do desenvolvimento comunitário em territórios indígenas.

Crescimento e participação feminina

Durante o primeiro ano, a escolinha apresentou crescimento no número de participantes, passando de pouco mais de 60 alunos no início para um pico de 98 matrículas. O ciclo foi encerrado com 75 crianças e adolescentes ativos, superando a meta inicial estabelecida.

Outro destaque foi a participação feminina. Cerca de 40% dos inscritos eram meninas, índice que evidencia a ampliação do acesso ao esporte dentro das comunidades indígenas e o fortalecimento da inclusão de gênero nas atividades esportivas.

Formação além do esporte

Além das atividades esportivas, o projeto também adotou critérios relacionados à educação formal. A frequência escolar dos participantes foi acompanhada ao longo do ano como condição para permanência na escolinha.

De acordo com a coordenação do projeto, todos os alunos encerraram o ciclo mantendo presença regular nas escolas, sem registros de evasão ou intercorrências.

A diretora da Alfa, empresa responsável pela gestão da iniciativa, destacou os resultados alcançados ao longo do período.

“Foi um ano de muito aprendizado para toda a equipe. Professores, coordenadores e especialmente as crianças tiveram suas vidas impactadas por valores como responsabilidade e convivência coletiva”, afirmou.

Foto: Federação capixaba de Beach Soccer

Impacto social e fortalecimento comunitário

Para representantes das empresas apoiadoras, o projeto reforça o papel do esporte como ferramenta de transformação social, especialmente em comunidades tradicionais.

Segundo a Suzano, a iniciativa contribui para a formação cidadã dos jovens participantes, ampliando perspectivas e fortalecendo vínculos comunitários.

A proposta da escolinha vai além da prática esportiva, atuando também no desenvolvimento social, emocional e educacional dos participantes.

Continuidade do projeto

Atualmente, a escolinha segue em funcionamento com apoio de recursos oriundos de emenda federal, garantindo a continuidade das atividades e a manutenção do atendimento às crianças e adolescentes da região.

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