Olimpíadas de Inverno

Cachorro invade prova e atrapalha brasileira nos Jogos de Inverno

Animal cruzou a linha de chegada antes de Eduarda Ribera, gerou erro no sistema de cronometragem e alterou momentaneamente a classificação do Brasil nas Olimpíadas de Inverno

Cachorro atrapalha brasileira esqui
Foto: Reprodução

Um fato inusitado marcou a participação do Brasil no esqui cross-country nesta quarta-feira (18), durante a disputa do sprint por equipes nas Olimpíadas de Inverno. A atleta Eduarda Ribera, a Duda, teve o tempo registrado de forma equivocada após um cachorro cruzar a linha de chegada antes dela.

Duda competia ao lado de Bruna Moura na prova de 1,5 km por atleta. No momento em que se aproximava da linha final, o animal invadiu o percurso e passou pelo sensor eletrônico antes da brasileira. O sistema automático de cronometragem registrou o tempo do cachorro como se fosse o da atleta, apontando inicialmente o 12º melhor tempo da bateria.

Com o resultado momentâneo, o Brasil subiria 14 posições na classificação parcial e terminaria a disputa em 14º lugar. No entanto, após revisão das imagens e checagem da organização, o erro foi corrigido.

Tempo corrigido e posição final do Brasil

Após a retificação, Eduarda Ribera teve confirmado o tempo de 3min55s66 no percurso de 1,5 km, ficando na 24ª colocação individual da sua bateria. Segundo informações dos correspondentes do sportv, o cachorro se chama Nazgûl — referência aos personagens da saga O Senhor dos Anéis — e vive nas proximidades do local da competição.

Na segunda volta da prova, Bruna Moura registrou 3min41s60, melhorando o desempenho da equipe brasileira. Com a soma dos tempos, o Brasil encerrou a disputa na 21ª colocação geral.

Melhor desempenho do Brasil na prova por equipes

Apesar da confusão e da frustração por não avançar à final, o resultado representou o melhor tempo do Brasil em uma prova por equipes no esqui cross-country em Olimpíadas de Inverno.

Ao todo, 26 duplas participaram da disputa, e 15 avançaram para a decisão após as duas voltas — uma para cada integrante da equipe. Mesmo fora da zona de classificação, Eduarda Ribera e Bruna Moura alcançaram uma marca histórica para o país na modalidade.