Morre aos 88 anos o xilogravurista pernambucano J. Borges
Escrito por Bartolomeu Boeno

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O xilogavurista pernambucano J. Borges faleceu nesta sexta-feira (26) aos 88 anos. A morte do artista popular foi comunicada pelas redes sociais por familiares. O Governo de Pernambuco divulgou Nota de Pesar lamentando a morte do artista.

J. Borges vivia na cidade pernambucana de Bezerros, onde faleceu. Figura conhecida e considerado “Patrimônio Vivo de Pernambuco” por sua arte e intensa trajetória na cultura popular brasileira, Borges atuou com  poesia, literatura de cordel, entalhe, contação de histórias, xilogravura, ilustração, cerâmica e criação de brinquedos, entre outras expressões artísticas.

Na literatura de cordel, sua obra ‘Encontro de dois vaqueiros no sertão de Petrolina' vendeu milhares de exemplares, tornando-o um dos nomes mais importantes dessa arte popular brasileira. Seu trabalho esteve em  exposições na França, Espanha, Estados Unidos, Venezuela, Alemanha e Suíça. Para o escritor Ariano Suassuna, J. Borges era o melhor gravador popular do Nordeste.

Obras do artista J. Borges

“Incomparável”

A morte do artista foi lamentada pelo governo de Pernambuco, que divulga no Instagram a seguinte Nota de Pesar:

“É com imenso pesar que o Governo de Pernambuco, a Secretaria Estadual de Cultura e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) lamentam o falecimento do incomparável artista J Borges.

Em reconhecimento merecido pela sua contribuição com a cultura popular, através da xilogravura e na arte do cordel, J Borges é – eternamente – Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Com a identidade visual de suas obras atrelada imediatamente às raízes pernambucanas, o artista levou o nome de Bezerros e de Pernambuco ao redor do mundo.

Matuto esperto e comunicativo, o exímio talhador de madeira tem em seu currículo trabalhos relevantes ao lado de Ariano Suassuna, obras no acervo da Biblioteca Nacional de Washington e a edição comemorativa dos 400 anos do D. Quixote, de Miguel de Cervantes, com uma versão em cordel da referida novela de cavalaria.

No agreste pernambucano, a cidade de Bezerros abriga seu espaço @memorialjborges, onde o gravurista atuava, junto aos seus filhos e herdeiros de legado, e onde podem ser encontrados diversos exemplares das suas obras.”

 

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