Sonegação
Segurança financeira
Instabilidade econômica e endividamento fazem do fundo financeiro o primeiro passo para organizar as contas
Escrito por Redação em 09 de fevereiro de 2026
Um imprevisto financeiro no início de 2026 já tem sido suficiente para desorganizar o orçamento de muitas famílias. Despesas médicas inesperadas, perda de renda ou gastos urgentes com casa e carro, por exemplo, continuam empurrando consumidores para o cartão de crédito e para empréstimos caros. Por isso, diante desse cenário, a reserva de emergência deixou de ser apenas uma recomendação e passou a ocupar o centro do planejamento financeiro de quem busca estabilidade ao longo do ano.
Na prática, a função da reserva é simples e direta: garantir dinheiro disponível para situações inesperadas sem comprometer o orçamento mensal. Sem esse recurso, qualquer gasto fora do planejamento rapidamente vira dívida. Esse risco aumenta ainda mais em um contexto marcado por incerteza econômica e juros elevados.
Segundo Cecília Perini, sócia e líder da XP no Espírito Santo, o ideal é que a reserva cubra de três a seis meses das despesas essenciais. De acordo com ela, esse valor precisa ficar aplicado em investimentos conservadores, de baixo risco e com liquidez diária. Dessa forma, o dinheiro permanece acessível sempre que surgir uma emergência. Entre as alternativas disponíveis estão CDBs pós-fixados, Tesouro Selic e fundos de renda fixa simples, que acompanham a taxa básica de juros e ajudam a preservar o poder de compra frente à inflação.
Para Cecília, a construção da reserva de emergência exige organização e disciplina, mas não depende de grandes aportes iniciais. Primeiro, ela orienta definir o valor total que se pretende acumular. Em seguida, é fundamental analisar o fluxo de caixa para entender como encaixar os aportes no orçamento mensal, considerando todas as receitas e despesas.
No entanto, para quem encontra dificuldade em iniciar, a recomendação é começar com valores menores. Nesse sentido, aportes mensais em torno de 10% da renda já ajudam a criar o hábito de poupar. Com o tempo, esses valores podem ser ajustados, junto com a revisão de gastos considerados supérfluos.
Em 2026, deixar a reserva de emergência parada na poupança pode significar perda de poder de compra. Por isso, Cecília ressalta que existem opções igualmente seguras, porém com rendimento superior. Segundo ela, para que a reserva não apenas proteja, mas também cresça ao longo do tempo, o dinheiro deve ser aplicado em investimentos conservadores que rendam acima da inflação e ofereçam liquidez imediata.
Entre os produtos indicados estão CDBs pós-fixados atrelados ao CDI, Tesouro Selic e fundos de renda fixa simples. Esses investimentos acompanham a taxa básica de juros e, ao mesmo tempo, garantem rentabilidade real positiva sem comprometer a segurança dos recursos.
A especialista reforça que a reserva de emergência é o primeiro degrau de um planejamento financeiro mais amplo. A partir dela, torna-se possível definir objetivos de curto, médio e longo prazo, reduzir riscos e evitar decisões precipitadas em momentos de pressão financeira.
Com orientação especializada, o planejamento financeiro contribui para o controle do endividamento e para uma gestão mais eficiente dos recursos ao longo do ano. Em um cenário de instabilidade, a reserva de emergência deixa de ser apenas uma proteção pontual e passa a ser uma ferramenta essencial para atravessar 2026 com mais segurança e previsibilidade.