Paralisação

Servidores da Ufes entram em greve. Veja o que está afetado

A principal reivindicação é que o governo cumpra o acordo feito em 2024 com servidores da Ufes

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Os servidores da Ufes estão em greve por tempo indeterminado. Foto: Divulgação

Os trabalhadores técnico-administrativos da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) entraram em greve por melhores condições de trabalho. O movimento integra uma paralisação nacional da categoria e tem como principal pauta o cumprimento integral do Termo de Acordo 11/2024, firmado com o governo federal após a greve do ano passado.

Os principais setores que já têm adesão dos servidores são o Restaurante Universitário, Biblioteca Central e outros departamentos administrativos. De acordo com o sindicato, são 29 universidades afetadas em todo o pais.

A principal reivindicação da categoria é que o governo federal cumpra todos os pontos acordados ao fim da paralisação de 2024. Segundo os servidores, mais de 15 itens previstos no documento ainda não foram implementados.

Entre os pontos cobrados estão a efetivação de reajustes, a aplicação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e demais avanços estruturais na carreira. A categoria reforça que o acordo foi oficialmente assinado, mas permanece parcialmente descumprido.

A categoria também quer a implementação das 30 horas semanais, regulamentação do plantão 12×60 e concurso para tradutor e intérprete de libras.

Na assembleia, foi ratificado que a participação na greve não excluirá servidores das conquistas já garantidas. Assim, o reajuste de 5% e o RSC deverão ser assegurados a todos, inclusive aos que aderirem ao movimento.

Em Vitória, as sedes do sindicato da categoria funcionam como pontos de concentração inicial, até a instalação de tendas nos campi. As atividades incluem atos, visitas aos setores e mobilizações internas para ampliar a adesão.

Representantes da Ufes também participarão do Comando Nacional de Greve (CNG), coordenado pela Fasubra, em Brasília. A entidade reúne sindicatos de universidades e institutos federais em todo o país.

A assembleia aprovou ainda a utilização do saldo remanescente da greve de 2024 para custear as atividades atuais. O fundo conta com cerca de R$ 76 mil. Durante o período de paralisação, a contribuição sindical passa temporariamente de 1% para 2%, conforme previsto em estatuto.

Em nota, a assessoria de imprensa da Ufes informou que o atendimento nos setores segue sendo realizado, de forma a manter a prestação dos serviços à comunidade interna e externa.