Romaria dos Homens terá Manifesto Capixaba “Todos por Todas”

O manifesto “Todos por Todas”, assinado por diversas entidades capixabas, será distribuído entre os participantes da romaria

Escrito por Redação

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Romaria dos Homens terá manifesto pelo fim da violência contra as mulheres/Foto divulgação Festa da Penha 2026

Durante a Romaria dos Homens, que acontece na noite desse sábado (11) e integra a programação Festa da Penha, será divulgado o documento Manifesto Capixaba Todos por Todas. Assinado pela Arquidiocese de Vitória e por diversas entidades representantes da sociedade, o manifesto busca o fim da violência contra as mulheres, indicando algumas condutas, práticas e iniciativas que favoreçam a desconstrução de todas as formas de violências contra as mulheres.

A ação resulta do “Encontro Todos por Todas – Pela garantia da vida de meninas e mulheres”, promovido pelo deputado estadual João Coser (PT), no final de março, na Assembleia Legislativa, com presença da ministra das Mulheres, Márcia Lopes. O encontro discutiu a necessidade de sensibilizar e envolver meninos, jovens e homens em ações efetivas de combate à violência contra a mulher.

O que diz o Manifesto Capixaba – Todos por Todas

“Os direitos de mulheres e meninas são direitos humanos” – ONU Mulheres. Os homens capixabas reunidos no encontro “Todos por Todas”, realizado na Assembleia Legislativa do Estado do Espírito Santo, no dia 26/03/2026, manifestam o repúdio a todas as formas de violências contra as mulheres e afirmam:

– A necessidade de substituir o machismo e sua ideologia dominante, marcada pela misoginia, pela dominação e pela exploração das mulheres, por uma cultura de afirmação de masculinidades não violentas que não precisam temer pela busca de relações solidárias, baseadas na complementaridade de pensamentos, sentimentos e ações com as mulheres.

– O compromisso com a adoção de práticas e iniciativas que favoreçam a desconstrução de todas as formas de violências contra as mulheres, sempre na perspectiva de romper com os estereótipos que legitimam a dominação masculina.

– A solidariedade a todas as pessoas atingidas direta ou indiretamente pela barbárie em que consistem os feminicídios.

E, por fim, ratificam o compromisso de apoio à luta das mulheres para assegurar os seus direitos humanos, dentre os quais, o direito mais elementar, de viver sem violência.

Vitória – ES, 26 de março de 2026

Assinam esse manifesto:
Central Única dos Trabalhadores (CUT-ES)
Centro de Apoio aos Direitos Humanos no ES (CADH-ES)
Centro de Defesa dos Direitos Humanos – Serra – ES (CDDH-Serra-ES)
Centro de Estudos Bíblicos no ES (CEBI-ES)
Comissão de Promoção da Dignidade Humana (CPDH) – Arquidiocese de Vitória – ES
Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil ES (CDH-OABES)
Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Estado do Espírito Santo – FETAES
Fórum de Homens Capixabas pelo Fim das Violências contra as Mulheres
Fórum de Mulheres de Cariacica
Fórum de Mulheres do ES – (AMB-ES)
Fórum Igrejas e Sociedade em Ação
Intersindical Central da Classe Trabalhadora – ES
Laboratório de Estudos de Gênero, Poder e Violência (LEGPV) – UFES
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento Nacional de Direitos Humanos no ES
Movimento Negro Unificado (MNU-ES)
Núcleo de Estudos da Violência (NEVI) – UFES
Pastoral da Pessoa Idosa – Arquidiocese de Vitória – ES
Pastoral do Povo de Rua – Arquidiocese de Vitória – ES”.

35 feminicídios em 2025

Para o deputado João Coser, o manifesto simboliza o compromisso coletivo dos homens pela construção de uma nova cultura: sem machismo, sem violência e baseada no respeito, na solidariedade e na igualdade. “Pela primeira vez realizamos um debate para discutir os desafios para eliminarmos a violência contra as mulheres. O Espírito Santo tem índices altíssimos de feminicídio. Em 2025 foram 35 casos. Neste ano já são sete casos. Nosso objetivo é ampliar esse debate e sensibilizar os homens sobre a importância de mudarmos nosso comportamento. Não é simplesmente ajudar as mulheres no combate à violência ou nos afazeres. É assumirmos, de fato, nossas responsabilidades e nosso papel na sociedade”, disse o deputado.

 

 

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