Um prédio foi interditado após apresentar risco de desabamento no bairro Guaranhuns, em Vila Velha. O imóvel tem cinco andares e precisou ser esvaziado depois que uma vistoria apontou problemas graves na estrutura.
Segundo o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (CREA-ES), foram encontrados danos que comprometem a segurança do prédio. Entre os problemas estão um pilar deformado e várias rachaduras em vigas e paredes.
“Durante a vistoria, a equipe do Conselho constatou a ocorrência de flambagem em pilar estrutural, além de trincas e rachaduras em vigas e paredes, o que compromete de forma significativa a estabilidade e habitabilidade da edificação”, informou o órgão.
De acordo com o engenheiro civil Leonardo Leal, que atua na fiscalização do Crea-ES, a situação é grave e precisa de ação imediata para evitar que o prédio desabe.
“Trata-se de uma condição que caracteriza risco iminente de colapso. Recomendamos de forma imediata o escoramento da edificação, a ser executado com base em projeto elaborado por profissional legalmente habilitado, com a devida emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), além do acompanhamento técnico durante toda a execução”, destacou.

O Crea-ES informou que vai notificar a construtora responsável pelo prédio, cobrando medidas urgentes. Entre elas estão o reforço da estrutura e o escoramento, que é uma forma de sustentar o prédio temporariamente. O órgão também alertou que imóveis vizinhos podem ser afetados, caso haja desabamento.
A liberação do prédio só deve acontecer quando for comprovado, por meio de laudos técnicos, que o local voltou a ser seguro. Uma nova vistoria deve ser feita nos próximos dias.
A Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Vila Velha informou que uma empresa de engenharia já começou o trabalho de escoramento. O prédio tinha três andares ocupados e abrigava oito famílias, com 15 pessoas. Todos os moradores foram retirados e estão na casa de parentes.

Por segurança, outras seis famílias que moram perto também foram orientadas a sair temporariamente de suas casas.
Apesar do risco, a Defesa Civil informou que a região não é considerada “área de risco”. Por isso, os moradores não têm direito a auxílio emergencial e foram orientados a buscar apoio com o responsável pelo prédio.

