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Salles e Ministério do Meio Ambiente são alvos de operação da PF nesta quarta (19)

O ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles e o Ministério do Meio Ambiente são alvos de operação da Polícia Federal, na Operação Akuanduba. Na manhã desta quarta-feira (19), agentes da Polícia Federal (PF) deixaram a sede do ministério carregando malotes. Duas viaturas da corporação permaneceram em frente ao prédio da pasta. A Operação Akuanduba faz buscas em endereços ligados ao ministro Ricardo Salles e ao Ministério do Meio Ambiente. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de dez agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Ibama e no Ministério do Meio Ambiente. Segundo a GloboNews, entre os afastados está o próprio presidente do Ibama, Ricardo Fortunato Bim. A emissora também informou que Salles já estaria depondo na PF.

 

A Polícia Federal informou em seu site que desencadeou nesta manhã (19/5) a Operação Akuanduba, destinada a apurar crimes contra a Administração Pública (corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando) praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

Cerca de 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão, no Distrito Federal e nos Estados de São Paulo e Pará. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal – STF.

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no IBAMA e no Ministério do Meio Ambiente e a suspensão imediata da aplicação do Despacho n. 7036900/2020/GAB/IBAMA.

As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano, a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira.

. A  PF informou que o nome da ofensiva, Akuanduba, faz referência a “uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o Estado do Pará”. “Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem”, registrou a PF em nota.