Nacional
Peão de fazenda fica gravemente ferido após ataque de onça
Escrito por R7 em 06 de outubro de 2025
Um trabalhador rural de 28 anos foi atacado por uma onça-pintada na noite deste sábado (4), em uma fazenda, na região do Pantanal em Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Ele estava a cavalo, mas mesmo assim sofreu mordidas e arranhaduras profundas nas pernas, braços e cabeça. Nesse domingo (5), a vítima continuava internada, mas já não corria risco de morte.
A vítima foi socorrida em estado grave pelo Corpo de Bombeiros e levada em um helicóptero do Exército para um hospital de Campo Grande.
Vítima que sofreu cortes profundos já está fora de perigo/Corpo de Bombeiros
Conforme o Corpo de Bombeiros Militar do Mato Grosso do Sul, o peão foi atacado no início da noite, em uma área da Baía do Mineiro, na região do Paiaguás, no Pantanal sul-mato-grossense. O local do ataque fica a 45 km da Base Avançada de Lourdes, onde quatro bombeiros militares atuam de forma permanente na prevenção e combate a incêndios. Eles foram acionados e se dirigiram ao local. A vítima, Flávio Ricardo do Espírito Santo, apresentava diversos ferimentos pelo corpo, com cortes profundos na região da cabeça e na perna esquerda, e apesar disso, tinha sinais vitais estáveis e estava consciente e orientado. O rapaz foi transportado para a Santa Casa de Campo Grande por um helicóptero do Exército, com apoio de um médico e um enfermeiro bombeiros militares. Segundo nota dos do Corpo de Bombeiros, o acionamento da aeronave ocorreu de forma integrada entre as forças de segurança estaduais e o Exército brasileiro, garantindo o resgate do paciente em um local isolado, para atendimento médico adequado. A vítima chegou a Campo Grande por volta da meia-noite. O ataque será apurado pela Polícia Militar Ambiental do estado. Segundo depoimento de um colega que acompanhava a vítima em outro cavalo, o ataque aconteceu quando eles passaram perto da carcaça de um animal morto, que provavelmente era consumida pela onça-pintada. Ataque e morte em abril No dia 22 de abril deste ano, o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, morreu após ser atacado por uma onça-pintada, em um pesqueiro de Aquidauana, no Pantanal de Mato Grosso do Sul. O felino arrastou a vítima e devorou parte do corpo. Os restos foram localizados no dia seguinte. A onça-pintada foi capturada, tratada e agora vive em cativeiro no interior de São Paulo. De acordo com o Instituto Onça-Pintada (IOP), o número desses animais foi reduzido em mais de 50% de sua distribuição geográfica original e a espécie está ameaçada de extinção em quase todos os biomas brasileiros. As principais ameaças são a caça ilegal da onça e suas presas, e a falta de diversidade genética devido à fragmentação do habitat. Com a escassez de suas presas naturais, como mamíferos silvestres, a onça-pintada pode ser compelida a atacar criações domésticas, como o rebanho bovino, e acaba se aproximando do homem, quando podem acontecer ataques, que são raros. Conforme a Polícia Ambiental de MS, em regiões turísticas, como o Pantanal, a onça-pintada é atraída para ser vista e fotografada pelos visitantes, por isso há pousadas e empreendimentos que mantém cevas – espaço em que são colocados alimentos – para atrair esses animais. A ceva é proibida tanto pela legislação federal, como por lei do Estado de Mato Grosso do Sul.