Fogo em Viana

Moradores enfrentam fumaça uma semana após fogo em galpão de Viana

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado, mas não completamente apagado

A fumaça vinda do galpão que pegou fogo em Viana pode ser vista de longe. Foto: Reprodução (Leitor)
A fumaça vinda do galpão que pegou fogo em Viana pode ser vista de longe. Foto: Reprodução (Leitor)

Mais de uma semana após o incêndio que atingiu um galpão logístico em Viana, moradores da região ainda convivem com a fumaça provocada pelas brasas que ainda não foram totalmente apagadas. O fogo destruiu o Centro de Distribuição da rede de supermercados BH no último sábado (6) e ainda não foi totalmente extinto.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o incêndio segue controlado, mas não completamente apagado. A corporação informa que mantém monitoramento diário no local. No momento, não há reignição das chamas nem atuação direta das equipes, porém a área continua sob acompanhamento.

Segundo os bombeiros, a extinção total depende da retirada da estrutura metálica colapsada. A empresa responsável pelo galpão ainda precisa concluir essa etapa para que as brasas que permanecem sob os escombros sejam eliminadas. Enquanto isso, a fumaça continua afetando moradores das proximidades do galpão.

O incêndio causou prejuízo estimado em R$ 150 milhões à rede de supermercados BH. No espaço funcionava o centro responsável pelo abastecimento das unidades da empresa no Espírito Santo. A área atingida tem cerca de 30 mil metros quadrados e toda a estrutura foi consumida pelo fogo.

Ao todo, 115 bombeiros atuaram na ocorrência desde o início. Todo o material armazenado foi perdido, incluindo alimentos, produtos de limpeza, cosméticos e maquinários. Apesar da dimensão do incêndio, não houve registro de feridos.

Em nota, a empresa informou que montou uma operação logística emergencial para evitar desabastecimento nas cerca de 40 lojas do grupo no estado. Mercadorias estão sendo trazidas de Belo Horizonte até que um novo centro de distribuição seja definido.

O proprietário da rede, Pedro Lourenço, esteve no Espírito Santo na última semana para acompanhar os trabalhos. A empresa informou ainda que já busca um novo espaço para retomar as operações logísticas. A previsão é de que a situação seja normalizada em até 30 dias.

Enquanto a estrutura não é completamente removida e as brasas não são extintas, moradores da região seguem enfrentando os impactos da fumaça constante.