Meio Ambiente
Pesquisa do Incaper soluciona problemas de mudas de café conilon
Escrito por Felipe Dutra em 24 de julho de 2024
Uma descoberta do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) apontou que a combinação de hormônios e biofertilizantes ajuda no desenvolvimento das plantas das mudas de café conilon, resolvendo o problema do crescimento e produtividade das plantações, que incomodava plantadores do Espírito Santo.
Realizado na Fazenda Experimental de Linhares, o estudo avalia o uso de hormônios vegetais do tipo auxina para melhorar o desenvolvimento do sistema radicular de mudas geradas por estaquia (técnica que consiste em uma prática para multiplicar uma planta a partir de partes vegetativas como folhas, ramos galhos e estacas).
De acordo com a pesquisadora e doutora em fisiologia vegetal Sara Dousseau, responsável pelo projeto, já foram identificadas formulações específicas e doses ideais que demonstraram um aumento progressivo na indução do desenvolvimento das raízes. “Agora, estamos avaliando os dados referentes aos tipos de auxina para determinar os mais eficientes”, explicou a pesquisadora do Incaper.
Um dos experimentos demonstrou que a imersão da base das estacas por três horas no ácido indol-3-butírico (AIB) melhora a qualidade das mudas dos clones do cafeeiro conilon.
“Essa tecnologia já foi validada em três ensaios, com resultados promissores. Definimos as doses adequadas e os tempos de contato ideais para maximizar os benefícios dessa abordagem integrada”, destacou Sara Dousseau.
Ainda segundo o Incaper, após essa fase de validação, o próximo passo será a transferência dessa tecnologia para os viveiristas locais, com a colaboração de extensionistas rurais do próprio Incaper. O objetivo é capacitar os viveiristas para que possam implementar essa nova estratégia em seus sistemas de produção de mudas de café conilon.
“Conseguindo melhorar a qualidade das mudas que chegam aos produtores rurais, estaremos contribuindo para fortalecer a sustentabilidade e a produtividade da cafeicultura em nossa região”, complementou Sara Dousseau.