
A força da mãe
O destino colocou a força de Irami à prova em 1954. Ela morava no Rio de Janeiro, então capital federal, quando o marido, cumprindo mandato de deputado federal, faleceu aos 38 anos. Com três filhos novos (Walter, nascido em 1949, Leila, em 1951, e Karla, em 1954), Irami decidiu retornar para a casa do pai em Fortaleza. Tempos depois, olhando para esse período, ela definiu: “Foi um aprendizado.” Era preciso seguir. E ela seguiu. E passou a trabalhar. Muito. Suas filhas lembram como ela era detalhista. Por isso, contava centavo por centavo quando fechava o caixa da Previdência Social, onde trabalhava. Aposentou-se no início dos anos 1960. E passou a dedicar-se ainda mais à sua maior paixão: sua família.A alegria em família
Os encontros com filhos, netos, bisnetos eram uma mescla de alegria e de lições de vida. Quando necessário, dava bronca. “Ela não tinha essa história de ‘vovó docinho’. Ela nos dava puxão de orelha, era rígida. Foi fundamental para nossa educação”, lembram os netos.
Quando não estava nos alegres encontros com a família, gostava de fazer palavras cruzadas, de criar, fazer tricô, jogar baralho e também de fazer atividade física para se orgulhar, depois, dos resultados de seus exames de sangue. “Não dão nada!”. Era extremamente cuidadosa com a casa e consigo mesma. Assumia ser muito vaidosa.


