Justiça concede medida protetiva a técnica do Samu que denunciou chefe

Decisão determina que suspeito mantenha distância mínima de 500 metros e não faça contato com a vítima.

Escrito por Redação

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Foto: Divulgação/Samu

A Justiça concedeu medida protetiva a uma técnica de enfermagem que denunciou um superior por assédio sexual no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em Colatina, no Noroeste do Espírito Santo.

De acordo com a decisão judicial, o investigado teria condicionado demandas profissionais a encontros pessoais e enviado mensagens de teor sexual à vítima durante o período em que ela trabalhou na unidade, entre 2024 e 2025. A profissional relatou que as abordagens teriam começado desde o início de suas atividades no local.

Ainda conforme a decisão, o suspeito está proibido de se aproximar da vítima, devendo manter distância mínima de 500 metros, além de estar impedido de manter qualquer tipo de contato, por qualquer meio de comunicação, sob pena de prisão em caso de descumprimento.

Em entrevista à TV Sim/SBT, a técnica de enfermagem afirmou que, ao buscar orientação para desempenhar suas funções – já que não possuía experiência prévia na área -, passou a receber propostas inapropriadas do superior. Segundo o relato, o homem condicionava a ajuda no trabalho a encontros fora do expediente, como passar fins de semana juntos e sair para beber vinho.

A profissional relatou ainda que passou a enfrentar problemas de saúde mental, incluindo crises de ansiedade, em decorrência da situação. Segundo ela, o superior evitava tratar de assuntos profissionais no ambiente de trabalho e insistia para que as conversas ocorressem fora do expediente, em seu apartamento.

A socorrista afirmou também que foi alertada pelo chefe de que sua permanência no Samu poderia “ficar complicada” caso não aceitasse as investidas. De acordo com o relato, após resistir às abordagens, ela foi afastada e posteriormente demitida.

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