A família de Nícholas Faé de Moura Brasil, de 37 anos, tenta localizar o engenheiro desaparecido desde a tarde do dia 2, em Vila Velha. Ele foi visto pela última vez por volta das 13h, após sair da região de Jardim Colorado e seguir de carro de aplicativo até as proximidades de um castelo na Barra do Jucu.
Segundo relatos da família, Nícholas deixou uma mensagem de despedida antes de sair de casa, o que elevou a preocupação com o caso. Ele teria saído sem celular, sem documentos e apenas com a roupa do corpo.
Ainda de acordo com a irmã, o desaparecimento ocorreu por volta de 13h30, na área que abrange Jardim Colorado, Barra do Jucu e Vale Encantado, em Vila Velha. Ela relata que a família vive dias de angústia e reforça o pedido por mobilização. “A gente não consegue dormir e precisa mobilizar um apelo para a população. Qualquer informação vale ouro e pode trazê-lo de volta”, afirmou.
Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir parte do trajeto. A família identificou o carro de aplicativo solicitado por Nícholas e o ponto onde ele desembarcou, na Barra do Jucu, nas proximidades de um castelo conhecido na região.
Ao reforçar o apelo público, a irmã destaca que qualquer detalhe pode ser decisivo para as buscas. Segundo ela, a família segue sem respostas desde o desaparecimento. “Qualquer informação que qualquer pessoa tiver ajuda a nossa busca, porque nós estamos muito aflitos, a família está muito aflita, está todo mundo muito angustiado”, disse.
Informações que possam ajudar na localização podem ser repassadas pelos telefones (27) 99667-4545, com Victor, ou (27) 98156-7552, com Flávia.
Desaparecimentos no ES
Dados do Observatório da Segurança Pública indicam que o Espírito Santo já soma 596 pessoas desaparecidas. A Região Metropolitana concentra a maior parte dos casos, com 338 registros, o que inclui municípios como Vila Velha.
Ainda segundo o levantamento, homens representam a maioria dos desaparecidos, com 61,6% dos casos. Jovens entre 12 e 17 anos correspondem a 22,5% dos registros, enquanto pessoas pardas são o grupo mais frequente, com 42,45%.
Até o momento, 103 pessoas foram localizadas no estado neste ano, o que representa 17,3% do total de casos.


