A empresa ligada à explosão de um contêiner que matou um idoso no bairro Porto Dourado, na Serra, estava em situação irregular junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo. A informação foi confirmada após vistoria técnica realizada pelo órgão nesta quinta-feira (26).
Segundo o Conselho, a empresa já havia sido autuada anteriormente por não possuir registro e por não contar com responsável técnico habilitado — exigência obrigatória para atividades com potencial de risco.
Material inflamável pode ter causado explosão
De acordo com a Polícia Militar do Espírito Santo, a explosão foi provocada por um material inflamável. No local, havia um produto químico utilizado para romper rochas e concreto, comum em atividades como pedreiras.
Análises iniciais também apontam que o material pode ter sido armazenado em ambiente fechado, o que aumenta o risco, possivelmente associado a uma fonte de ignição elétrica.
Um homem que trabalhava no local, manuseando uma rede elétrica, morreu no momento da explosão.

Impacto e área isolada
Após o estrondo, destroços como telhas ficaram espalhados pela região, e um veículo foi danificado. Moradores relataram que o impacto foi forte o suficiente para abalar estruturas de casas vizinhas.
O Esquadrão Antibombas foi acionado para verificar o contêiner e garantir a segurança no local. A Polícia Científica do Espírito Santo só iniciou a perícia após a liberação da área. O corpo da vítima foi retirado em seguida.
Um dos sócios do estabelecimento foi conduzido pela polícia.
Investigação continua
As causas da explosão ainda são investigadas e devem apontar se houve falha no armazenamento ou no manuseio do produto.
O Crea-ES informou que segue acompanhando o caso junto aos órgãos competentes. A entidade também manifestou solidariedade aos familiares da vítima.


