
Formato em 13 trilhas temáticas
A programação foi organizada a partir de uma pergunta central: “Que solução prática levaria à transformação?”. Para buscar essas respostas, o evento propõe 13 trilhas temáticas interligadas por mais de 40 pontos de encontro. Esses espaços conectam áreas diversas e estimulam novas perspectivas. O formato da conferência surgiu de um esforço coletivo de escuta e experimentação. De acordo com Dani Klein e Mariana Klein, especialistas em ESG e curadoras da conferência, o processo começou com mais dúvidas do que certezas. “Tentamos começar pelas respostas, mas bastaram algumas reuniões para entender que, diante de um mundo em colapso ambiental, social, político e informativo, era mais honesto começar pelas perguntas: o que é urgente? O que está sendo ignorado? Quem ainda não foi chamado para essa conversa?”, conta Dani. Diante desse cenário, nasceu a proposta das trilhas cruzadas. O modelo rompe com formatos tradicionais de eventos e evita blocos temáticos isolados. “O objetivo não era organizar painéis em blocos estanques, mas permitir o confronto entre perspectivas, como a comunicação com saúde, finanças com infraestrutura verde, economia azul com agro, e assim por diante […] Queremos provocar encontros improváveis, entre pessoas que normalmente não estariam na mesma mesa. Acreditamos que é daí que surgem as soluções mais relevantes.”, pontuou Mariana. Além disso, a curadoria definiu metas claras de diversidade e representatividade. O foco está em garantir conteúdo autêntico e inclusivo. “É uma metodologia, não uma vitrine”, reforçam. As 13 trilhas serão o centro das discussões. Elas foram pensadas como territórios de provocação, cada uma com temas estratégicos para o futuro do país e do planeta.- Do Rio a Belém – Conexão ES: articula os temas da COP30 com a realidade local capixaba.
- Comunicação e Educação Ambiental – discute o papel da informação e do engajamento social.
- Transformação – aposta em tecnologias como IA e modelos regenerativos.
- Cultura e Sustentabilidade Criativa – valoriza tradições, artes, música e pequenos negócios.
- Economia Azul – propõe o uso sustentável dos recursos hídricos.
- Direitos Humanos e Justiça Climática – foca nas populações mais vulneráveis.
- Agronegócio – discute rastreabilidade, inovação e sustentabilidade no campo.
- Competitividade – integra práticas ESG aos modelos de negócio.
- Transição Energética – debate caminhos para o abandono dos combustíveis fósseis.
- Saúde – mostra como as crises ambientais impactam a saúde pública.
- Inovação e Infraestrutura Verde – trata de cidades inteligentes e mobilidade sustentável.
- Finanças – explora novos modelos de investimento e taxonomia ESG.
- Mercado ESG – debate qualificação profissional, desafios regulatórios e futuro da agenda.
Jornada científica
Um dos principais destaques da Conferência Sustentabilidade Brasil 2025 será a Jornada Científica Sustentabilidade Brasil. A atividade é realizada em parceria com o Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Desenvolvimento Sustentável da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).
O espaço será dedicado à apresentação de trabalhos acadêmicos. O foco está em pesquisas nas áreas de mudanças climáticas e justiça social, temas centrais da agenda ambiental global.
A chamada de artigos segue aberta até o dia 7 de maio. Serão aceitos trabalhos com potencial de aplicação em políticas públicas, projetos comunitários e soluções para o mercado.
Os autores selecionados receberão certificados. Além disso, os trabalhos serão publicados nos anais oficiais da conferência, com registro ISBN.
Os dois melhores artigos serão premiados. O primeiro lugar receberá R$ 3.000. Já o segundo será contemplado com R$ 2.500. A organização espera reunir até 20 estudos científicos. Para a curadoria, a jornada é uma ponte entre academia e sociedade.
Entre os eixos científicos estão:- ESG e Competitividade Corporativa
- Inovação e Infraestrutura Sustentável
- Comunicação e Educação Ambiental
- Conexão ES – Do Rio a Belém

