
O que pode ser feito nas cidades
As prefeituras poderão apresentar projetos voltados para a estabilização de encostas, desassoreamento de rios, canalização de córregos e contenção de margens. Essas obras são consideradas fundamentais para reduzir deslizamentos e alagamentos, problemas recorrentes em períodos de chuva intensa. De acordo com o governo, as intervenções também ajudam a proteger serviços essenciais e a economia local, ao evitar perdas materiais e sociais durante eventos extremos.Cooperação para monitorar áreas de risco
Além do repasse de recursos, foi assinado um acordo de cooperação técnica com o Serviço Geológico do Brasil (SGB). O documento prevê a instalação de uma unidade do órgão em Vitória, com equipe especializada para suporte técnico-operacional. O trabalho inclui mapeamento de áreas vulneráveis, capacitação de técnicos e fortalecimento das ações de monitoramento de risco geológico. “Não são apenas obras que resolvem os problemas, mas também precisamos proteger o meio ambiente”, disse Casagrande.Estruturação da política estadual
Com o decreto assinado, o Espírito Santo passa a contar com uma política integrada para enfrentar secas, estiagens, enchentes e incêndios florestais. O plano reúne seis pilares de atuação, que vão desde o monitoramento climático até a recuperação de áreas afetadas por desastres. Entre os programas previstos estão:- Segurança Hídrica: planejamento e obras para enfrentar estiagens e garantir abastecimento de água;
- Prevines: fortalecimento da prevenção e combate a incêndios florestais durante o período de seca;
- Preparação e Resposta a Desastres: protocolos integrados para atuação conjunta de Estado, municípios e sociedade civil.
