A demolição de um casarão com mais de 90 anos gerou repercussão e dividiu opiniões entre moradores de Castelo, no Sul do estado. O imóvel, que já pertenceu à tradicional família Vivacqua, foi derrubado no último domingo (21) para dar lugar a uma fonte inspirada na Fontana di Trevi, da Itália.
De acordo com a prefeitura, o prédio havia sido adquirido pelo município há cerca de 20 anos e não vinha sendo utilizado há mais de uma década.
Em publicação nas redes sociais, o prefeito João Paulo Nali afirmou que a gestão está buscando desenvolver projetos para fomentar o turismo e as oportunidades na cidade. “Entre as ideias que estamos construindo estão intervenções urbanas inspiradas em referências internacionais”, disse.
Críticas de moradores
Apesar da justificativa, a demolição do casarão provocou críticas de parte da população, que questionou a perda de um imóvel considerado simbólico para a cidade.
Nas redes sociais, moradores apontaram que a iniciativa não valoriza a memória local. “Derrubou um casarão histórico pra construir isso… em vez de conservar a história da cidade, apagam ela pra gastar dinheiro público com porcaria”, comentou um internauta.
Outro criticou a inspiração estrangeira do projeto. “Destruir a história da cidade para colocar uma cópia de um monumento estrangeiro no lugar”, escreveu. Também houve quem classificasse a ideia como “cafona” e “nada autêntica”.
Apoio ao projeto
Por outro lado, alguns moradores se mostraram favoráveis à proposta. Comentários destacaram o potencial turístico e urbanístico do novo espaço.
“Nossa cidade tem muito potencial pra um espaço assim. Uma rua com cafeterias, flores e arte seria um ponto de encontro perfeito”, disse uma moradora. Outro comentário defendeu a modernização da cidade: “Somos merecedores de uma cidade linda e bem cuidada”.

O que diz a prefeitura
Em nota, a prefeitura informou que o casarão apresentava deterioração após sofrer com “inúmeras inundações” nos últimos anos. Segundo o município, a recuperação do imóvel foi considerada inviável devido ao alto custo e à “falta de utilidade”.
A administração também destacou que o prédio não possuía tombamento ou reconhecimento histórico oficial e que a demolição foi aprovada pelo Conselho Municipal de Cultura.
Sobre a escolha do dia para a ação, realizada no domingo, a prefeitura explicou que o local tem difícil acesso e que a decisão foi tomada para evitar riscos à população durante o processo.


