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Criança é internada com suspeita de meningite tipo B no ES

Todas as pessoas que tiveram contato próximo com a criança já receberam medicação preventiva, pois a doença é altamente contagiosa

Criança com suspeita de meningite tipo B está internada no Himaba | Foto: Divulgação
Criança com suspeita de meningite tipo B está internada no Himaba | Foto: Divulgação

Uma criança está internada com suspeita de meningite tipo B no Hospital Estadual Infantil e Maternidade Alzir Bernardino Alves (Himaba), em Vila Velha.

Segundo a Secretaria da Saúde do Espírito Santo, o paciente é acompanhado por uma equipe multiprofissional e não está em estado grave.

A secretaria informou que o Núcleo de Vigilância Epidemiológica do hospital notificou o caso ao sistema e-SUS Vigilância em Saúde. Todas as pessoas que tiveram contato próximo com a criança já receberam medicação preventiva, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

Doença preocupa

A meningite tipo B é uma infecção bacteriana grave e contagiosa. Ela pode atingir o cérebro e a medula espinhal e evoluir rapidamente.

Em 2025, o Brasil registrou 2.357 casos de meningite bacteriana, com 454 mortes. Parte dos registros não informa o tipo da bactéria, mas pelo menos 138 casos foram causados pelo meningococo do tipo B, com 21 mortes.

Além do risco de morte, entre 10% e 20% dos sobreviventes podem ter sequelas, como surdez, amputações ou problemas neurológicos.

Quais são os sintomas?

De acordo com o Ministério da Saúde, a meningite bacteriana costuma causar:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Rigidez na nuca
  • Náusea e vômito
  • Sensibilidade à luz
  • Confusão mental

Nos casos mais graves, podem ocorrer convulsões, tremores e até coma.

Em bebês, os sinais podem ser diferentes ou mais difíceis de perceber. A criança pode ficar muito irritada, sonolenta, parar de se alimentar bem ou apresentar a moleira inchada.

Vacina e prevenção

A vacinação é a principal forma de prevenção. Porém, a vacina contra meningite B não está disponível no SUS e é oferecida apenas na rede privada.

Sociedades médicas recomendam a aplicação em três doses: aos 3, 5 e 12 meses de idade.

A Secretaria da Saúde disse que segue monitorando o caso e reforça a importância de procurar atendimento médico diante de sintomas suspeitos.