Um enxame de abelhas pode se formar de repente e virar risco em poucos minutos. No Espírito Santo, o Corpo de Bombeiros Militar orienta que saber como agir nesses casos é o que evita novos feridos.
A primeira decisão deve ser avaliar o perigo no local. Quando há risco para pessoas ou animais, a orientação é acionar o 193 para que uma equipe faça a retirada ou o extermínio dos insetos.
Se não houver ameaça imediata, o caminho muda. O morador deve procurar um apicultor, uma empresa especializada ou o Centro de Zoonoses do município. Já em casos em que o enxame está em postes energizados, a responsabilidade é da concessionária de energia.
Tentar resolver por conta própria não é indicado. A aproximação pode provocar ataques, principalmente em espécies mais agressivas.
O que fazer ao encontrar um enxame
A principal medida é se afastar imediatamente e evitar movimentos bruscos, que podem agitar as abelhas.
Também é importante impedir a aproximação de outras pessoas e animais, mantendo a área isolada até a chegada de ajuda especializada, quando necessário.
Casos recentes no Espírito Santo
Na última quarta-feira (18), seis pessoas ficaram feridas após um enxame atingir moradores no bairro Soteco, em Vila Velha. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu foram acionadas.
Imagens feitas por uma moradora mostram uma mulher sendo retirada no colo por um bombeiro com roupa de proteção, enquanto outro militar joga água para dispersar os insetos.
Segundo os bombeiros, as abelhas estavam em um terreno baldio. A área foi isolada e a equipe precisou aguardar o momento adequado para agir. “Foi necessário esperar que elas se aglomerassem novamente para fazer a remoção com segurança”, informou a corporação.
Até a última atualização, não havia informações sobre o estado de saúde das vítimas.
Outro caso foi registrado no dia 15 de janeiro, na Avenida Rio Doce, no bairro Adélcia Giuberti, em Colatina, no Noroeste do Estado.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, tratava-se de abelhas europeias africanizadas, conhecidas pelo comportamento mais agressivo. A área foi isolada e moradores e pedestres foram orientados a deixar o local.
Pessoas foram ferroadas e atendidas ainda na rua. Casos mais graves precisaram de encaminhamento ao hospital. Animais também foram atacados.
Apicultores chegaram a ser acionados, mas, por causa do risco, foi necessário eliminar o enxame. As equipes permaneceram no local até a noite e a via foi liberada após o controle da situação.


