
Pandemia agravou cenário silencioso
Pesquisadores apontam que a crise se intensificou durante a pandemia, marcada pelo isolamento, pela pressão emocional e pelo aumento das incertezas. A psicóloga e psicanalista Mariana Weigert de Azevedo destaca que o suicídio é resultado de um processo complexo. “O suicídio nunca surge do nada. Ele é resultado de um acúmulo de angústias, experiências traumáticas e sentimentos de solidão.” Segundo ela, em muitos casos o jovem não deseja a morte em si, mas o fim de uma dor que considera insuportável.Adolescência como fase de vulnerabilidade
O período entre 10 e 19 anos concentra mudanças físicas e emocionais intensas. Crises de identidade, cobranças escolares, bullying e pressão das redes sociais podem se transformar em gatilhos. Sem apoio adequado, esse conjunto de fatores cria um terreno fértil para sofrimento psíquico.Sinais de alerta exigem atenção imediata
Especialistas alertam que nem todo comportamento pode ser tratado como uma “fase da adolescência”. Alguns sinais indicam a necessidade urgente de ajuda profissional:- Mudanças bruscas no humor ou na personalidade;
- Isolamento repentino de amigos e familiares;
- Queda acentuada no desempenho escolar;
- Comentários sobre morte ou frases como “queria desaparecer”;
- Alterações no sono e no apetite;
- Automutilação ou marcas no corpo sem explicação;
- Descuido extremo com a aparência ou higiene.


