Rinovírus: entenda o vírus que pode ter causado morte de criança no ES
Escrito por Rodrigo Gonçalves

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gripe forte em criança
Vírus comum lidera síndromes gripais e causa alerta no Espírito Santo. Foto: FreePik
O vírus responsável pela maior parte dos casos de síndrome gripal no Espírito Santo nas últimas semanas tem nome conhecido, mas nem sempre levado a sério. O rinovírus, geralmente associado a resfriados leves, já responde por 65% dos vírus respiratórios detectados nas unidades sentinelas do estado — e foi identificado em uma notificação de óbito de uma criança menor de 4 anos, ainda em investigação. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entre os dias 13 de julho e 3 de agosto, o Laboratório Central (Lacen/ES) identificou 428 casos positivos de rinovírus, entre 1.672 amostras analisadas. O percentual de positividade chegou a 25%, superando o de influenza e outros vírus respiratórios. Há ainda, nas semanas epidemiológicas 28 a 30, a notificação de um óbito em uma criança com menos de 4 anos, com codetecção de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus.

Casos graves e óbitos associados

O mais recente boletim epidemiológico das síndromes gripais aponta que o rinovírus está presente em metade dos casos graves de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) registrados no período analisado. Além disso, um óbito infantil foi notificado com codetecção de rinovírus e vírus sincicial respiratório (VSR). Embora o rinovírus costume causar sintomas leves, como coriza, tosse e dor de garganta, há risco de evolução para quadros mais graves. Crianças pequenas estão entre os grupos mais suscetíveis.

Sem vacina, prevenção é o caminho

Por se tratar de um vírus para o qual ainda não há vacina, os cuidados preventivos são fundamentais para reduzir a transmissão. A médica Mariana Ribeiro Macedo, da Vigilância da Influenza e Meningites, alerta para a alta transmissibilidade do rinovírus e reforça a importância da higiene e do uso de máscara por pessoas sintomáticas. Entre as principais recomendações estão:
  • Lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel;
  • Evitar tocar olhos, nariz e boca com as mãos sujas;
  • Usar máscara ao apresentar sintomas respiratórios;
  • Utilizar lenços descartáveis e descartar corretamente;
  • Manter os ambientes ventilados e evitar aglomerações;
  • Não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres;
  • Manter hábitos saudáveis, como alimentação balanceada e hidratação.

Monitoramento contínuo no ES

As informações sobre a circulação do rinovírus e de outros agentes respiratórios são publicadas semanalmente pela Sesa no Informe Epidemiológico das Síndromes Gripais. O documento é elaborado a partir de dados coletados em unidades de saúde e sistemas de vigilância, como o SIVEP-Gripe e o e-SUS. O informe mais recente, referente até o dia 26 de julho, reforça o avanço do rinovírus como agente predominante em 2025. Especialistas alertam para a necessidade de manter a atenção, especialmente com crianças e pessoas vulneráveis. LEIA TAMBÉM:

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