Esclerose Lateral Amiotrófica

ELA: entenda doença degenerativa que matou ator de ‘Grey’s Anatomy’

Ator de 53 anos revelou diagnóstico em abril de 2025; condição rara é a mesma que afetou o físico britânico Stephen Hawking, morto em 2018

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Eric Dane | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Eric Dane, lembrado mundialmente por viver o médico Mark Sloan em Grey’s Anatomy, morreu nesta quinta-feira (19), aos 53 anos. O ator havia tornado público, há cerca de 10 meses, o diagnóstico de Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), uma doença neurodegenerativa rara e progressiva que compromete os neurônios responsáveis pelos movimentos do corpo.

A condição é a mesma que atingiu o físico britânico Stephen Hawking, que morreu em 2018. Em nota oficial, a família destacou que Eric se tornou um defensor ativo da conscientização e da pesquisa sobre a ELA após receber o diagnóstico, buscando apoiar outras pessoas que enfrentam a doença.

O que é Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA)?

A Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença neurodegenerativa progressiva que afeta os neurônios motores — células do cérebro e da medula espinhal responsáveis pelo controle dos músculos voluntários.

Com o avanço da doença, esses neurônios se deterioram e morrem. Como consequência, o cérebro perde gradualmente a capacidade de enviar comandos aos músculos, provocando fraqueza, perda de mobilidade e, em estágios avançados, paralisia.

Principais sintomas da ELA

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Fraqueza muscular progressiva
  • Cãibras frequentes
  • Contrações musculares involuntárias
  • Dificuldade na fala (fala arrastada ou lenta)
  • Alterações na voz, como rouquidão
  • Cabeça caída
  • Gagueira (disfemia)
  • Perda de peso

Com a progressão da doença, as dificuldades motoras tendem a se intensificar.

Quem pode desenvolver ELA?

A ELA é considerada uma condição rara. A incidência média varia de 2 a 5 casos por 100 mil habitantes. A doença é mais frequente em homens e costuma surgir entre os 55 e 75 anos, segundo o Ministério da Saúde.

A causa exata ainda não é totalmente conhecida. No entanto:

  • Cerca de 10% dos casos têm origem genética (forma hereditária);
  • Pode haver relação com desequilíbrios químicos no cérebro, como níveis elevados de glutamato;
  • Doenças autoimunes também são apontadas como possíveis fatores associados.

Existe tratamento?

Atualmente, não há cura para a ELA. O tratamento tem como foco retardar a progressão da doença e aliviar os sintomas, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente.

As principais abordagens incluem:

  • Fisioterapia, para manutenção da força muscular e mobilidade;
  • Fonoaudiologia, para preservar funções de fala e deglutição;
  • Acompanhamento psicológico, essencial para o paciente e seus familiares;
  • Suporte multidisciplinar contínuo.

*Com informações do SBT News